Ucrânia/separatistas

Otan alerta para ação de tropas russas na fronteira da Ucrânia e Kiev ameaça revidar

O presidente Petro Porochenko disse que vai fazer tudo para defender os territórios separatistas, no leste do país.
O presidente Petro Porochenko disse que vai fazer tudo para defender os territórios separatistas, no leste do país. REUTERS/Valentyn Ogirenko

A Otan afirmou nesta terça-feira (4) ter notado nova mobilização de tropas russas na fronteira com a Ucrânia. Kiev informou que se prepara para enfrentar uma possível ofensiva dos separatistas pró-russos no leste do país. Comunidade internacional se preocupa com o aumento das tensões na região, principalmente após as eleições organizadas no fim de semana. 

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De acordo com a Otan, tropas russas estariam se aproximando da fronteira oriental da Ucrânia nesta terça-feira e Moscou não teria parado de ajudar os rebeldes. “A Rússia continua apoiando os separatistas, os treinando e fornecendo equipamentos, além de manter forças especiais em algumas áreas do território ucraniano”, disse o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Jens Stoltenberg. As declarações do chefe da Otan confirmam as denúncias feitas no fim de semana, quando vídeos mostrando dezenas de caminhões militares sem placa, apresentados como vindos da Rússia, foram divulgados.

Do lado de Kiev, o presidente Petro Porochenko declarou, durante uma reunião do Conselho de segurança nacional e de defesa, que vai manter seu plano de paz e que colocará em prática medidas para se defender e isolar os territórios rebeldes em caso de ofensiva dos separatistas. O chefe de Estado também ordenou que novas unidades militares fossem enviadas para cidades do leste e do sudeste do país para enfrentar possíveis ataques.

O aumento das tensões na região acontece dois dias após a realização de eleições nas zonas separatistas da Ucrânia. Os líderes eleitos tomaram posse nesta terça-feira, mas tanto Kiev quanto a comunidade internacional contestam a legitimidade do pleito.

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, reafirmou que o voto do fim de semana era “ilegal” e que poderia fazer o país “perder uma ocasião” de negociar a paz com os separatistas. Os Estados Unidos também alertaram para o risco de violação da soberania de Kiev e do acordo de cessar-fogo assinado há dois meses. 

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