União Europeia/Ucrânia

Europa amplia lista de sancionados por envolvimento na crise ucraniana

Ministro ucraniano das Relações Exteriores, Pavlo Klimkin, ao lado da chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini
Ministro ucraniano das Relações Exteriores, Pavlo Klimkin, ao lado da chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini REUTERS/Eric Vidal

Hoje, a Europa decidiu aumentar sua lista de pessoas sancionadas por envolvimento no conflito no leste da Ucrânia. Reunidos em Bruxelas, os ministros europeus das Relações Exteriores, pediram que o serviço diplomático da União Europeia "adicione novas inscrições", visando separatistas. Uma decisão deve ser tomada até o fim do mês e a nova lista não deve incluir dirigentes russos.

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Por enquanto, 119 pessoas, entre separatistas e russos, estão com seus bens congelados e vistos revogados para entrar na União Europeia. Mas, para Kiev, é preciso medidas fortes, que mandem um recado claro para os russos de que qualquer ingerência na Ucrânia terá consequências pesadas.

"As sanções não são um objetivo em si", delcarou a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini. "Elas podem ser um instrumento de pressão, se elas vierem com outras soluções. É preciso manter a pressão, mas também dialogar (com o presidente russo, Vladimir Putin), por mais difícil que isso seja", afirmou.

Cessar-fogo

À margem do encontro, o chanceler ucraniano, Pavlo Klimkin disse esperar o agendamento de uma reunião de alto nível entre Kiev e Moscou para fazer valer o cessar-fogo acordado em Minsk, em setembro. Há algumas semanas, os combates dobraram de intensidade no leste separatista e o governo da Ucrânia acusa os russos de enviar tropas e material militar aos rebeldes, uma suspeita confirmada pela Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e pela OSCE (Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa).

Moscou nega essas acusações. Para a diplomacia russa, elas não passam de "divagações", que atiçam um "sentimento antirrusso". Em comunicado emitido na tarde desta segunda-feira (17), o ministério russo das Relações Exteriores disse que "infelizmente, a Aliança não procura falar de maneira construtiva de problemas graves e prefere estimular a 'russofobia' para justificar o aumento da presença militar da Otan perto das fronteiras do país". De acordo com o Kremlin, essa atitude "cria riscos sérios para a segurança em toda a região euroatlântica".

Aumento da tensão

Como se o contexto já não fosse suficientemente tenso, os chanceleres dos 28 membros da União Europeia se reuniram no dia seguinte de uma cúpula do G20, na qual os ocidentais criticaram duramente a decisão de Vladimir Putin de expulsar vários diplomatas poloneses, além de um alemão, por suspeita de espionagem. Varsóvia anunciou que dará uma resposta equivalente.

Enquanto isso na Ucrânia, o exército denunciou que rebeldes e tropas russas se prepararam para lançar uma ofensiva e o presidente Petro Porochenko se disse preparado para um cenário de guerra total. Nas últimas 24 horas, seis soldados e três policiais ucranianos morreram em confronto com rebeldes no leste do país.

 

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