Ucrânia/Crise

Novo Parlamento ucraniano pró-europeu toma posse

O novo Parlamento ucraniano se reuniu pela primeira vez nesta quinta-feira (27), em Kiev.
O novo Parlamento ucraniano se reuniu pela primeira vez nesta quinta-feira (27), em Kiev. REUTERS/Andrew Kravchenko/Pool

O novo Parlamento ucraniano, eleito nas legislativas antecipadas de 26 de outubro, se reuniu pela primeira vez nesta quinta-feira (27) em Kiev. E, pela primeira vez na história do país, a casa é dominada por uma maioria de deputados pró-ocidentais. A Ucrânia vive um conflito armado no leste separatista pró-russo e uma profunda crise econômica.

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Logo no início da primeira sessão da nova legislatura, os deputados dos cinco partidos pró-ocidentais representados no Parlamento selaram a criação de uma coalizão, batizada de “Ucrânia europeia”. Fato inédito, a aliança é formada por 302 dos 450 deputados da casa, uma maioria capaz de modificar a Constituição do país. Os deputados também confirmaram a permanência de Arseni Iatseniuk como primeiro-ministro ucraniano.

A coalizão tem como objetivo aplicar as reformas necessárias para tirar o país da crise e aproximar a Ucrânia da Europa. Entre as prioridades, está a modificação da legislação nacional, até o final do ano, para acabar com o status de país não-alinhado e permitir uma possível adesão da Ucrânia à Otan. As autoridades de Kiev esperam aderir a Aliança Militar do Atlântico Norte, para enfrentar o conflito armado iniciado após a perda da Crimeia e o controle do leste ucraniano por separatistas pró-russos. O conflito já deixou 4.300 mortos desde abril.

O novo Parlamento ucraniano simboliza a reconstrução do sistema político ucraniano, reivindicada pelo movimento da Praça Maïdan (Praça da Independência) que levou à queda do presidente pró-russo Viktor Ianukovitch, em fevereiro deste ano.

Reforço militar russo

A OTAN está muito preocupada com o reforço da presença militar russa no leste ucraniano para apoiar os separatistas. Moscou estaria instalando inclusive mísseis na Crimeia, denunciou na quarta-feira (26) o comandante da Aliança Atlântica, o general americano Philip Breedlove.

A crise ucraniana provoca há meses uma queda de braço entre ocidentais e russos. Nesta quinta-feira (27), a União Europeia reforçou as retaliações contra Moscou e decretou uma série de sanções econômicas contra 13 pessoas e cinco instituições envolvidas na organização das eleições organizadas pelos rebeldes pró-russos, no início de novembro.

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