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Grã-Bretanha/Terrorismo

Londres reforça controle nas fronteiras após o atentado contra jornal francês

Manifestação em solidariedade às vítimas do atentado contra o jornal francês Chalie Hebdo na Trafalgar Square de Londres, na noite de quarta-feira (7).
Manifestação em solidariedade às vítimas do atentado contra o jornal francês Chalie Hebdo na Trafalgar Square de Londres, na noite de quarta-feira (7). Reuters
Texto por: RFI
3 min

O governo do Reino Unido realizou nesta quinta-feira (8) uma reunião de uma comissão especial de segurança para discutir o nível de ameaça de possíveis ataques terroristas no país. Londres decidiu reforçar o controle nas fronteiras do país, nos portos e também em pontos de controle britânicos em solo francês. Após o atentado contra o jornal satírico Charlie Hebdo. As autoridades britânicas e a opinião pública manifestaram solidariedade às vítimas do ataque em Paris, na quarta-feira (7).

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Maria Luisa Cavalcanti, correspondente da RFI em Londres

A ministra do Interior do Reino Unido, Theresa May, presidiu a reunião especial de membros do governo e líderes das forças de segurança do país. Eles avaliaram o nível de ameaça terrorista contra alvos britânicos e decidiram reforçar, preventivamente, o controle nas fronteiras. O nível de alerta contra atentados não foi alterado e permanece no penúltimo patamar.

Londres também enviou a Paris um especialista da luta contra o terrorismo. O Reino Unido possui vários pontos de controle no território francês, como por exemplo, na estação da Gare de Nord, de onde sai o Eurostar para Londres, ou no porto de Calais. Como nas fronteiras, as pessoas que passarem por esses pontos serão revistadas com mais rigor.

Solidariedade britânica

A notícia do assassinato de 12 pessoas na sede do jornal francês Charlie Hebdo foi recebida com choque pelas autoridades britânicas e também pela população. Em um gesto raro, a rainha Elizabeth II enviou uma mensagem de solidariedade ao presidente francês, François Hollande, oferecendo os pêsames às famílias das vítimas.

O primeiro-ministro, David Cameron, se reunia em Londres com a chanceler alemã Angela Merkel quando recebeu a notícia. Ao lado dela, Cameron descreveu o ataque como repugnante e disse apoiar os franceses na luta contra o terrorismo e na defesa pela liberdade de imprensa. Ele ofereceu ao governo francês o apoio dos serviços de inteligência britânicos na investigação do ataque.

Vigília na Trafalgar Square

Na noite de quarta-feira, centenas de pessoas se reuniram na Trafalgar Square, uma das maiores praças do centro de Londres, onde fizeram uma vigília silenciosa em solidariedade aos mortos e feridos na sede do Charlie Hebdo. Muitas pessoas seguravam canetas e cadernos acima da cabeça em um gesto de apoio à liberdade de expressão.

O Ministério das Relações Exteriores está recomendando que os cidadãos britânicos em Paris ou na região metropolitana da cidade se mantenham em alerta e sigam as orientações das autoridades de segurança francesas. O aviso destaca que os ataques na França tem sido indiscriminados. Cerca de 17 milhões de britânicos visitam a França a cada ano.

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