Itália/governo

Giorgio Napolitano, presidente italiano, pede demissão

O presidente italiano Giorgio Napolitano
O presidente italiano Giorgio Napolitano REUTERS/Thomas Peter

O presidente italiano, Giorgio Napolitano, pediu demissão nesta quarta-feira (14). Aos 89 anos, ele já havia anunciado em 2013 que deixaria o cargo antes do fim do seu mandato em 2020, por conta da idade avançada e de seus problemas de saúde. Eleito em 2006 e muito respeitado, Napolitano foi reeleito no ano passado na falta de um acordo entre os partidos italianos, que não acharam um sucessor.

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A carta de demissão do chefe de Estado, que tem os poderes limitados na Itália, foi assinada na manhã de hoje, e anunciada em um breve comunicado. O documento foi transmitido à presidente da Câmara dos Deputados, Laura Boldrini, encarregada de convocar a Assembleia, formada por 1009 eleitores, entre deputados, senadores e 58 representantes das regiões. O processo de escolha do sucessor de Napolitano deve começar dentro de 15 dias.

O presidente do Senado, Pietro Grasso, assumirá como chefe de governo interino. Para que um novo presidente seja eleito, ele precisa obter dois terços dos votos da maioria absoluta nos três primeiros turnos, e apenas dois terços da maioria simples a partir do quarto turno. Nas últimas semanas, o chefe de governo, Matteo Renzi, prometeu diversas vezes que um candidato seria eleito nessa última fase. Seu Partido Democrata dispõe de no mínimo 415 senadores e deputados, com dezenas de aliados .

Mas, em 2013, mais de uma centena de membros do PD haviam recusado o voto a favor de seu ex-chefe de governo, Romano Prodi. Um acordo com Silvio Berlusconi que privilegie um candidato de centro-esquerda é possível, mas a ala esquerda do Partido Democrata pode se recusar a apoiá-lo.

Escolha será delicada e difícil diz Matteo Renzi

O premiê italiano reconheceu que a busca por um sucessor será “delicada e difícil”, e espera a eleição de um candidato “equilibrado e sábio”, que garanta as instituições, acima dos partidos. “A eleição do presidente da República e a do papa é totalmente imprevisível, e diferentemente de um conclave, não tem o apoio do Espírito Santo, lembrou o jornal “La Stampa” em seu editorial.
 

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