Bélgica/Terrorismo

Premiê belga anuncia medidas para combater terrorismo

Polícia belga vai reforçar a vigilância de suspeitos de envolvimento com atividades terroristas.
Polícia belga vai reforçar a vigilância de suspeitos de envolvimento com atividades terroristas. REUTERS/Yves Herman

Um dia após a operação antiterrorista realizada pela polícia belga, que terminou com a prisão de 13 pessoas e a morte de dois jihadistas que estariam planejando um atentado contra a polícia belga, o primeiro-ministro do país, Charles Michel, anunciou doze medidas para combater o radicalismo e o terrorismo. A identidade de um dos suspeitos detidos em Verviers foi revelada.

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Colaboração de Ailton Sobrinho, de Verviers, na Bélgica

Com as novas medidas, que ainda devem ser submetidas a aprovação, as atividades de recrutamento e formação de células terroristas, além de viagens para o exterior para se juntar a grupos jihadistas, passariam a ser consideradas no código penal como infrações e delitos ligados ao terrorismo.

Ainda de acordo com o projeto, apresentado um dia após a operação que terminou com a morte de dois jihadistas, a participação em atividades terroristas poderia levar os envolvidos à perda da nacionalidade belga. Em casos de risco para a segurança e ordem pública, os suspeitos teriam o passaporte e a carteira de identidade confiscados pelas autoridades.

Outra medida apresentada prevê o combate da radicalização dos detentos nas prisões belgas e o isolamento de presos ligados ao terrorismo.

Identidade de suspeito de terrorismo foi revelada

As autoridades belgas divulgaram na tarde desta sexta-feira (16) a identidade do suspeito detido na véspera em Verviers, no leste do país, durante uma das doze operações antiterroristas realizadas pela polícia. No entanto o jovem de 25 anos, identificado como Marouane, afirmou, por meio de seu advogado, não integrar nenhuma rede terrorista. Segundo informações da imprensa belga, o jovem teria dito que estava no local apenas para consumir drogas.

O nível de alerta contra o terrorismo na Bélgica continua elevado a três, numa escala que vai até quatro e o governo não descarta, se necessário, pedir ajuda do exército para garantir a segurança no país.

Ouça a correspondência de Verviers, na Bélgica

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