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Ucrânia/Cessar-Fogo

Apesar do acordo de paz selado em Minsk, bombardeios continuam no leste da Ucrânia

Membros de exército de Kiev se concentram na região de Debaltseve, zona estratégica no leste da Ucrânia.
Membros de exército de Kiev se concentram na região de Debaltseve, zona estratégica no leste da Ucrânia. REUTERS/Gleb Garanich
Texto por: RFI
3 min

Apesar do acordo de paz selado nesta quinta-feira (12) em Minsk, a situação continua tensa no leste da Ucrânia. Pelo menos oito militares e três civis morreram em bombardeios nas últimas 24 horas na região. O cessar-fogo é visto com prudência pela União Europeia e o presidente ucraniano pediu novas sanções contra a Rússia caso o compromisso não seja respeitado. 

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Com informações de Letícia Fonseca, correspondente da RFI em Bruxelas

De acordo com o porta-voz militar ucraniano Vladislav Seleznev, a situação está particularmente violenta nesta sexta-feira (13) em torno de Debaltseve, zona estratégica entre as cidades separatistas de Donetsk e Lugansk, onde as tropas ucranianas estão praticamente cercadas pelos rebeldes pró-russos. Vários analistas temem que os separatistas, apoiados pelas forças de Moscou, tentem conquistar a localidade até o próximo domingo, data da entrada em vigor do acordo de cessar-fogo concluído em Minsk.

A crise na Ucrânia dominou a Cúpula dos líderes da União Europeia na quinta-feira em Bruxelas. Os chefes de Estado europeus celebraram o acordo de paz, mas o cessar-fogo foi recebido com prudência em Bruxelas. “Devemos continuar vigilantes, manter a pressão e seguir em frente” afirmou o presidente francês, François Hollande, ao chegar na Cúpula Europeia.

Novas sanções contra a Rússia

Assim como Hollande, a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, se atrasaram por causa das extensas negociações – cerca de 17 horas – em Minsk. Poroshenko pediu a seus colegas europeus que não hesitem em impôr mais sanções contra a Rússia, caso o compromisso não seja respeitado.

Na próxima segunda-feira, a União Europeia deve incluir dezenove pessoas e nove entidades em sua lista negra por causa do bombardeio da cidade de Mariupol, na Ucrânia. Nesta sexta-feira o ministro russo da Economia, Alexeï Oulioukaïev, pediu o fim das sanções ocidentais já em vigor. “Estou profundamente convencido de que é possível revolver esses problemas. Acredito que todas as partes, principalmente as empresas, estão cansadas dessa situação”, declarou o representante de Moscou, em referência à pressão econômica feita pela comunidade internacional.

Antes de deixar a capital belga, o líder ucraniano concedeu uma coletiva e disse esperar a libertação imediata dos reféns, além do respeito das fronteiras de seu país. Ele reconheceu que o processo de implementação do cessar-fogo será difícil.

Poroshenko também afirmou estar satisfeito com a possibilidade do novo empréstimo de US$ 17,5 milhões do FMI. Com uma economia devastada pelo impacto da guerra, a Ucrânia continua mergulhada em plena recessão. A dívida pública do país é de 73% do Produto Interno Bruto.

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