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Ucrânia/Conflito

Exército ucraniano abandona Debaltseve, tomada pelos separatistas

Militares ucranianos deixam Debaltseve, na Ucrânia, em foto desta quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015.
Militares ucranianos deixam Debaltseve, na Ucrânia, em foto desta quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015. REUTERS/Gleb Garanich
Texto por: RFI
2 min

O cessar-fogo na Ucrânia esta à beira do fracasso, depois da tomada da cidade estratégica de Debaltseve pelos separatistas pró-russos. Vencidas, as tropas ucranianas abandonaram a cidade na manhã desta quarta-feira (18). A violação do cessar-fogo pelos rebeldes, apoiados por Moscou, é denunciada por líderes ocidentais.

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Apesar da trégua, que entrou oficialmente em vigor no último domingo (15), os rebeldes continuaram a ofensiva e entraram em Debaltseve na terça-feira (17), pela primeira vez desde o início do conflito no leste do país.

Depois de ter resistido durante várias semanas, o exército ucraniano deixou a cidade hoje. Muitos soldados estavam feridos. O presidente Petro Poroshneko resolveu ir ao leste da Ucrânia para avaliar a situação na frente de batalha. A União Europeia condenou a tomada da cidade, afirmando que ela representa uma clara violação do cessar-fogo. O bloco ordena que os rebeldes cessem todas as atividades militares.

Já os separatistas e a Rússia garantem que o cessar-fogo está sendo globalmente respeitado, menos em Debaltseve. O ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Lavrov, afirmou que "o cessar-fogo está sendo observado ao longo de praticamente toda a frente de batalha, de onde os rebeldes anunciaram publicamente que estão prontos a retirar as armas pesadas". "A exceção é o caldeirão de Debaltseve", declarou Lavrov em coletiva à imprensa em Moscou.

Condenação americana

O vice-presidente americano Joe Biden já havia condenado com firmeza na terça-feira (17) a violação do cessar-fogo por "separatistas que agem com o aval das forças russas". Biden ameaçou Moscou com retaliações se a Rússia continuar a apoiar os rebeldes.

Em declaração unânime ontem, o Conselho de Segurança da ONU, que conta com a participação da Rússia, pediu o fim imediato das hostilidades no leste da Ucrânia e o respeito dos acordos de Minsk. O texto negociado na semana passada visa pôr fim ao conflito que já fez cinco mil e 500 mortos, em 10 meses.

Na quinta-feira (19), os ministros da Defesa da União Europeia se reúnem em Riga para discutir a situação no leste ucraniano. A reunião vai contar com a presença do secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg.

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