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Ucrânia/Crise

Líderes denunciam "rupturas" do cessar-fogo no leste da Ucrânia

O presidente ucraniano Petro Poroshenko embarca em helicóptero nesta quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015, em direção à Artemivsk, para se reunir com as forças militares no local.
O presidente ucraniano Petro Poroshenko embarca em helicóptero nesta quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015, em direção à Artemivsk, para se reunir com as forças militares no local. REUTERS/Mykhailo Palinchak/Ukrainian Presidential Press Service
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Em uma conversa telefônica na manhã desta quinta-feira (19), a chanceler alemã, Angela Merkel, e os presidentes da França, François Hollande, da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Petro Poroshenko, denunciaram as "constantes rupturas", nos últimos dias, do cessar-fogo no leste ucraniano. A ofensiva dos separatistas contra a cidade de Debaltseve fragilizou a aplicação do acordo de cessar-fogo que entrou em vigor à meia-noite de sábado (14).

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Segundo um comunicado do Palácio do Eliseu, sede da presidência francesa, serão examinadas as "consequências" dos acontecimentos em Debaltseve sobre a aplicação do cessar-fogo assinado em Minsk.

Ontem, os separatistas pró-russos tomaram o controle dessa cidade estratégica e agora dominam uma extensa área de Lugansk a Donestk, com rodovias e ferrovias até a Rússia.

Diante da retirada do exército ucraniano de Debaltseve, o presidente Petro Poroshenko pede o envio de uma missão de paz da ONU para garantir a segurança no leste da Ucrânia. Imediatamente, a Rússia condenou esse apelo e acusou o governo de Kiev de tentar destruir o acordo de cessar-fogo.

Envio de representantes ao campo de batalha

Os líderes decidiram, durante a conversa telefônica, que representantes da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) irão ao leste da Ucrânia para aplicar "rapidamente" as medidas decididas em Minsk.

Ainda hoje, os ministros das Relações Exteriores dos quatro países vão definir os mecanismos de supervisão e controle previstos no documento assinado no dia 12 de fevereiro na capital da Belarus. O texto prevê o cessar-fogo e a retirada de armas pesadas do leste ucraniano.

A diplomacia francesa indica que nos próximos dias poderá ser organizada em Paris uma reunião para que os problemas constatados não enterrem definitivamente o acordo de Minsk . "As próximas semanas serão cruciais", avaliou uma fonte do Palácio do Eliseu em entrevista à agência AFP.

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