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Itália/Violência

Homem julgado por falência abre fogo em Tribunal de Milão e mata quatro

O homem que abriu fogo no Tribunal de Milão nesta quinta-feira (9) matou pelo menos quatro pessoas.
O homem que abriu fogo no Tribunal de Milão nesta quinta-feira (9) matou pelo menos quatro pessoas. REUTERS/Stefano Rellandini
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Um homem acusado de falência fraudulenta abriu fogo na manhã desta quinta-feira (9) no Tribunal de Milão e matou pelo menos quatro pessoas. Entre as vítimas estão o juiz encarregado de analisar o caso e o advogado do suspeito. Segundo as equipes de socorro, o ataque deixou outros dois feridos.

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O suspeito, identificado como Claudio Giardiello, abriu fogo na sala de audiência do terceiro andar do Tribunal e depois desceu ao segundo andar, onde matou o juiz Fernando Ciampi em sua sala.

Além do juiz, o advogado de Giardiello, Lorenzo Alberto Claris Appiani, de 37 anos, também teria sido abatido. O corpo de uma terceira pessoa foi encontrado nas escadarias do prédio, mas não tinha sinais de ferimentos. As equipes de socorro suspeitam que essa vítima pode ter sofrido uma parada cardíaca.

A quarta vítima fatal foi identificada como Giorgio Elba, de 60 anos, que estava envolvido no processo. Ele chegou a ser levado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Seu sobrinho, também atingido, continua em estado crítico, de acordo com a imprensa italiana.

Claudio Giardello conseguiu fugir de moto, mas foi detido pela polícia na cidade de Vimercate, distante cerca de 30 km de Milão. Ele foi levado a uma delegacia de polícia, segundo informações do ministro do Interior, Angelino Alfano.

"Cliente paranóico"

Testemunhas disseram ter ouvido entre quatro e cinco disparos durante o ataque que aconteceu às 11 horas da manhã, pelo horário local (6h em Brasília).

A polícia cercou o tribunal e orientou os que estavam dentro do prédio a se trancar nas salas. As primeiras informações indicavam que o atirador ainda se encontrava no sétimo andar do prédio que fica na região central de Milão.

Giardiello, de 57 anos, acusado de ter feito os disparos, comparecia ao Tribunal de Milão para responder a uma processo pela falência, em 2008, de uma agência imobiliária. Ele tinha 55% de participação na empresa.

Um ex-advogado, Valerio Maraniello, explicou à agência AFP que deixou de atender Giardiello como cliente por que ele não seguia seus conselhos. "Era um cliente particular, uma pessoa agressiva, um pouco paranóico. Ele sempre achava que alguém queria prejudicá-lo", afirmou.

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