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Vaticano/Palestina

Papa Francisco canoniza pela primeira vez duas religiosas da Palestina

Papa Francisco cumprimenta presidente palestino, Mahmoud Abbas, após canonização de religiosas palestinas, no Vaticano, neste domingo (17).
Papa Francisco cumprimenta presidente palestino, Mahmoud Abbas, após canonização de religiosas palestinas, no Vaticano, neste domingo (17). REUTERS/Tony Gentile
3 min

Mais de dois mil fiéis do Oriente Médio chegaram de manhã cedo neste domingo (17) à praça São Pedro para conseguir os melhores lugares para assistir a canonização de quatro religiosas, das quais duas da Palestina transformadas pelo papa Francisco nas primeiras santas palestinas da história contemporânea.  

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Estavam presentes autoridades civis e religiosas, como o Patriarca Latino de Jerusalém, D. Fouad Twal, além do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, o ministro do Interior francês, Bernard Cazeneuve, e uma delegação israelense.

As religiosas palestinas são Maria Alfonsina Danil Ghattas e a Maria de Jesus Crucificado Baouardy, que foram proclamadas santas pelo Papa Francisco juntamente com as beatas Jeanne-Emilie de Villeneuve, francesa, e Maria Cristina da Imaculada Conceição, italiana.

A irmã Maria Alfonsina Danil Ghattas fundou a Congregação das Irmãs do Rosário de Jerusalém. Nasceu em 1843 e morreu em 1927. A irmã Maria de Jesus Crucificado Baouardy, freira da Ordem das Carmelitas Descalças, nasceu em 1846 e faleceu em 1878.

Curas recentes

Os milagres que permitiram as santificações delas ocorreram recentemente. O da irmã Maria Alfonsina aconteceu no dia da sua beatificação, em 22 de novembro de 2009. Dois dias antes, Emile Mounir Salim Elias, de Caná de Galileia, foi atingido por um choque elétrico de 30.000 - 40.000 volts. Ele ficou em coma durante 48 horas e seu coração não mostrava sinais de vida. Seus parentes contaram que fizeram orações para a irmã Maria Alfonsina e Elias despertou vivo.

O milagre atribuído da irmã Maria de Jesus Crucificado aconteceu na Itália em abril de 2009. Tratou-se da recuperação de um menino recém-nascido siciliano Emanuele Lo Zito, que sofria de insuficiência cardíaca congênita. Os médicos acreditavam que a cirurgia fosse inútil, mas seus pais rezaram para a irmã Maria, sobre a qual tinham ouvido falar durante uma peregrinação que fizeram na Terra Santa. A criança se curou.
O engenheiro da Galileia, Salim Elias, e o menino siciliano, Emanuele Lo Zito, estavam presentes na celebração.

Mensagem papal

"A missão de anunciar Cristo ressuscitado não é uma tarefa individual, mas deve ser vivida em modo comunitário, demonstrando a unidade entre nós mesmos e caridade para com todos. A Igreja é um serviço, não é como assumir um cargo. Por isso um aspecto essencial do testemunho ao Senhor ressuscitado é a unidade entre nós, seus discípulos, à imagem do que existe entre Ele e o Pai '", disse o papa Francisco durante a missa de canonização celebrada na ocasião do domingo de Ascensão.

Francisco lembrou: "A nossa fé está firmemente ligada ao seu testemunho como uma cadeia ininterrupta que se desenrolou ao longo dos séculos, não só pelos sucessores dos apóstolos, mas por gerações de cristãos. Com a imitação dos apóstolos, na verdade, cada discípulo de Cristo é chamado a tornar-se testemunha da sua ressurreição, especialmente naqueles ambientes humanos onde mais forte é o esquecimento de Deus e da perda do homem."
 

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