Reino Unido/Imigração

Cameron fixa restrições para imigrantes, incluindo europeus

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron.
O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron. REUTERS/Matt Dunham/Pool

O primeiro-ministro britânico voltou hoje à carga contra os imigrantes. Nesta quinta-feira (21), David Cameron anunciou medidas contra o trabalho informal, não registrado, que se tornou um crime punido por lei. As autoridades britânicas também poderão confiscar os ganhos obtidos de forma ilegal.

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Desde cedo, a imprensa britânica dava o tom do pronunciamento de Cameron. Em um artigo publicado no jornal Sunday Telegraph, o premiê conservador defendeu que "o direito de imigrar na União Europeia" deve estar no centro das negociações do Reino Unido com os demais países do bloco.

Reeleito no início do mês para mais um mandato de cinco anos, Cameron prometeu durante a campanha renegociar as relações entre Londres e Bruxelas, antes de organizar o referendo sobre a permanência do país na UE, o que pode acontecer antes de 2017.

Europeus na mira

Segundo um outro jornal britânico, o Sunday Times, o chefe de governo pretende impor um limite à atribuição da proteção social a outros europeus que queiram trabalhar no Reino Unido. Sem uma matrícula na Previdência local, é impossível trabalhar legalmente no país. Cameron quer afastar do solo britânico os imigrantes europeus e de outras partes do mundo que tenham baixa qualificação, que hoje fazem, segundo a oposição eurocética, concorrência desleal aos britânicos no mercado de trabalho.

A redução do número de imigrantes dominou o debate eleitoral. De acordo com dados oficiais divulgados hoje, o número de pessoas que entraram no país no ano passado chegou a 318 mil, um patamar inédito desde 2005, depois das 209 mil entradas de estrangeiros em 2013. Os migrantes foram atraídos pelo forte crescimento econômico do Reino Unido e são originários, em sua maioria, de países da UE. Cameron se comprometeu a diminuir o número de novos imigrantes a menos de 100 mil por ano.

"Como muita gente, eu acredito que é justo diminuir a ajuda a pessoas que queiram vir para o Reino Unido. As mudanças na concessão dos benefícios sociais serão uma exigência absoluta durante as negociações", declarou o premiê.

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