Europa/Imigração

Ban Ki-moon pede maior esforço europeu para ajudar migrantes

Foto de arquivo mostra a polícia de Malta no resgate de imigrantes ilegais no Mediterrâneo.
Foto de arquivo mostra a polícia de Malta no resgate de imigrantes ilegais no Mediterrâneo. REUTERS/Darrin Zammit Lupi

Em Dublin, o secretário geral da ONU Ban Ki-Moon disse que a Europa deve fazer mais para ajudar os migrantes que atravessam diariamente o mediterrâneo fugindo do norte da África. Na semana passada, líderes europeus aprovaram uma operação militar para enfrentar os atravessadores. O plano, que aguarda aval do Conselho de Segurança das Nações Unidas, inclui a destruição de barcos na costa da Líbia.

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Uma outra medida, à qual potências como França e Grã-Bretanha se opõem, é o estabelecimento de cotas de imigrantes, que seriam partilhadas entre os membros da União Europeia, de acordo com sua população e situação econômica. Hoje, o fardo recai principalmente sobre Itália e Grécia, entre outros países mediterrâneos.

Raiz do problema

Evidentemente, essas medidas não resolveriam o problema. Por isso, Ban Ki-Moon pede que o bloco ataque a questão de forma mais abrangente e coletiva, levando em conta "a raiz do problema", nos países de origem dos migrantes. Isso só será possível com compaixão: "antes de tudo precisamos concentrar nossos esforços em salvar vidas", disse o secretário geral.

A chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, disse compartilhar dessa opinião e afirmou que a crise é uma "oportunidade perfeita" para olhar como a Europa e países parceiros, sobretudo na África, podem melhorar as condições de vida dessas pessoas. Neste ano, cerca de 1770 migrantes morreram tentando atravessar o Mar Mediterrâneo.

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