União Europeia irá prorrogar por mais seis meses sanções contra a Rússia
Embaixadores dos 28 países que compõem a União Europeia (UE) aprovaram a prorrogação por mais seis meses, até o dia 31 de janeiro de 2016, as sanções econômicas contra a Rússia, devido seu envolvimento no conflito ucraniano. A informação foi relevada por uma fonte diplomática à agência AFP.
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Inicialmente, as sanções foram impostas em julho de 2014 por um período de um ano, em represália à anexação da Crimeia pela Rússia e ao apoio de Moscou aos rebeldes separatistas do leste da Ucrânia.
A disposição do bloco em estender as sanções até janeiro do ano que vem mostra que os 28 países querem mostrar união, apesar da resistência de alguns governos de punir a Rússia, principal fornecedor de energia para o continente.
A decisão oficial de prorrogar as sanções por mais seis meses deverá ser adotada na próxima segunda-feira (22), em Luxemburgo, durante uma reunião dos ministros das Relações Exteriores do bloco.
A imprensa russa, citando o ministro das Finanças Anton Silouanov, afirma que o governo já levou em conta a decisão dos europeus em suas previsões econômicas.
Em resposta às sanções da União Europeia e dos Estados Unidos, a Rússia proibiu a importação de produtos alimentícios de vários países ocidentais.
Reunião de chanceleres
Os ministros das Relações Exteriores da Rússia, Ucrânia, Alemanha e França vão se reunir em Paris na terça-feira (23) para avaliar a situação no leste da Ucrânia, onde os combates têm se tornado mais violentos desde o início de junho, apesar do acordo para um cessar-fogo firmado em Minsk.
Segundo porta-voz da chancelaria francesa, o ministro Laurent Fabius irá avaliar com seus colegas a situação do leste da Ucrânia e também a implementação dos acordos assinados em 12 de fevereiro.
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