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Artes

Paris e Portugal homenagearam Manuel Cargaleiro

Manuel Cargaleiro na inauguração do seu novo mural na estação de metro Champs-Elysées Clémenceau. Paris. 25 de Novembro de 2019.
Manuel Cargaleiro na inauguração do seu novo mural na estação de metro Champs-Elysées Clémenceau. Paris. 25 de Novembro de 2019. Carina Branco/RFI
Texto por: Carina Branco
4 min

Esta segunda-feira, em Paris, foi inaugurado um novo mural do pintor e ceramista português, Manuel Cargaleiro, de 92 anos, na estação de metro Champs-Elysées Clémenceau. Depois, na Câmara Municipal da cidade, o artista foi condecorado com a medalha de mérito cultural de Portugal e com a medalha de Grand Vermeil de Paris.

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Na inauguração da nova obra de Manuel Cargaleiro, estiveram o primeiro-ministro português, António Costa, a presidente da Câmara de Paris, Anne Hidalgo, a ministra portuguesa da Cultura, Graça Fonseca, e o secretário de Estado francês dos Transportes, Jean-Baptiste Djebbari, entre outras personalidades. Dos discursos, ficou uma frase dita por uma das responsáveis dos transportes: “Esta deveria chamar-se a Estação Cargaleiro”.

A Champs-Elysées Clémenceau, uma das mais emblemáticas estações do metropolitano de Paris, junto ao Grand Palais, já tinha sido decorada, em 1995, com uma série de painéis de azulejos do artista português. Com a abertura de uma nova saída, pediram-lhe um novo trabalho. Para o ceramista, trata-se, modestamente, de “um ramo de flores” que ele oferece à cidade que o acolheu em 1967.

Cerca de uma hora depois, na Câmara Municipal de Paris, Manuel Cargaleiro foi duplamente condecorado por Portugal e Paris, no dia em que a UNESCO consagrou oficialmente o 5 de Maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa.

Antes de lhe entregar a medalha de Grand Vermeil de Paris, a presidente da Câmara, Anne Hidalgo, lembrou que a cidade de Paris também é portuguesa devido ao número de portugueses que aí vivem, incluindo muitos artistas e intelectuais que marcam a vida cultural da capital francesa.

Por sua vez, a ministra portuguesa da Cultura, Graça Fonseca, destacou o percurso excepcional do artista e, em conjunto com o primeiro-ministro português, entregaram “a medalha que faltava” a Manuel Cargaleiro: a medalha de mérito cultural de Portugal.

O “mestre” ceramista ouviu e agradeceu, emocionado, e desabafou, em francês, “Agora, já posso morrer”. Porém, a ministra portuguesa sublinhou que conta com ele para ajudar na "Temporada Cultural Portugal França 2021-2022", em que vários eventos artísticos vão levar a França até Portugal e vice-versa.

No final, aos jornalistas, Manuel Cargaleiro afirmou que não pode escolher entre as duas medalhas porque ambas simbolizam as suas terras, a terra onde nasceu e a terra que o acolheu.

Manuel Cargaleiro, Artista

 

 

 

 

 

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