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França

França homenageia militares mortos no Mali

Homenagem em Paris aos 13 militares franceses mortos no Mali
Homenagem em Paris aos 13 militares franceses mortos no Mali Reuters
Texto por: RFI
3 min

França homenageou, esta segunda-feira, os 13 militares franceses que perderam a vida numa operação militar no Mali, na semana passada. Macron presidiu onde garantiu a continuação das operações no Sahel.

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França homenageou esta segunda-feira, em Paris, os 13 militares franceses que morreram na semana passada, no Mali. "Eles morreram em operação por França,  pela protecção dos povos do Sahel, pela segurança dos nossos compatriotas e pela liberdade do mundo. Por todos nós, que estamos aqui reunidos", disse o presidente francês, Emmanuel Macron, na cerimónia, no Palácios dos Inválidos.

Macron presidiu a uma cerimónia que contou com a presença dos familiares, de militares, membros do Governo e franceses em geral, já que a homanegem foi aberta de forma excecional à população. 

Houve ainda uma outra presença de relevo: o presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keïta que, face à crescente hostilidade quanto à presença de forças estrangeiras no país em guerra, disse no sábado à noite, para os malianos "não morderam a mão" daqueles que vêm em auxílio, incluindo França.

E da parte de Macron a garantia foi a de que, apesar terem "perdido treze irmãos de armas", os militares franceses vão continuar o combate "do lado dos seus camaradas do exército no Sahel, que também pagam o preço do sangue, por nenhum propósito senão o de cumprir o seu dever, como já o fazem ao longo de 5 anos".

As cerimónias tiveram início logo pela manhã com os carros fúnebres que transportavam os corpos dos militares a percorrem a cidade. 

Os 13 militares franceses da operação Barkhane perderam a vida, na passada segunda-feira (25), num choque entre dois helicópteros que cumpriam uma missão de combate contra jiadistas num contexto securitário alarmante no Sahel.

O acidente aconteceu durante uma operação de combate em Liptako, na região de Ménaka, nos confins do Mali, do Níger e do Burkina Faso, onde a força antijiadista francesa Barkhane leva regularmente a cabo operações contra grupos armados, nomeadamente, o grupo jiadista Estado islâmico do grande Saara. 

Trata-se de um balanço pesado para os militares franceses desde o começo da sua instalação no Sahel em 2013 e mesmo uma das piores perdas do exército francês desde o atentado de Drakkar no Líbano, em 1983, que fez então 58 mortos.

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