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Economia

Carlos Tavares ao volante de novo gigante mundial

Carlos Tavares, Director-geral da PSA, vai passar a liderar o novo grupo PSA-Fiat Chrysler.
Carlos Tavares, Director-geral da PSA, vai passar a liderar o novo grupo PSA-Fiat Chrysler. ERIC PIERMONT / AFP
Texto por: Carina Branco
3 min

A PSA e a Fiat Chrysler anunciaram, esta quarta-feira, a sua fusão, constituindo-se como o quarto maior fabricante mundial de automóveis. O português Carlos Tavares vai ser o director-geral da nova empresa.

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Prego a fundo para um novo gigante mundial no ramo automóvel. A fusão entre a francesa PSA e a italo-americano Fiat Chrysler vai traduzir-se na formação do quarto maior fabricante mundial de automóveis, atrás do grupo alemão Volkswagen, da aliança franco-japonesa Renault-Nissan-Mitsubishi e do japonês Toyota.

Aos comandos do novo grupo, como director-geral, o actual CEO da PSA, o português Carlos Tavares, enquanto o presidente da Fiat Chrysler, John Elkann, trineto do fundador da Fiat, fica com o cargo de presidente.

O acordo vinculativo tem o valor de 50 mil milhões de dólares e participações de 50 por cento de cada um dos fabricantes. A nova entidade, com mais de 400.000 trabalhadores, deverá ter um volume de negócios de cerca de 170 mil milhões de euros e vendas anuais de 8,7 milhões de veículos com as marcas Fiat, Alfa Romeo, Chrysler, Citroën, Dodge, DS, Jeep, Lancia, Maserati, Opel, Peugeot e Vauxhall.

A fusão deverá estar concluída nos próximos 12 a 15 meses e deverá ser feita sem o "encerramento das fábricas", mas com sinergias anuais estimadas em 3,7 mil milhões de euros, de acordo com o que já tinha sido anunciado a 31 de Outubro quando os dois grupos chegaram ao acordo concretizado esta quarta-feira.

Em conferência de imprensa telefónica, Carlos Tavares anunciou que a fusão pretende “assumir uma posição mais forte na indústria automóvel” e que o objetivo é “dominar a transição para um mundo de mobilidade limpa, segura e sustentável”.

As empresas consideram que fusão vai posicionar a nova empresa para "aproveitar com sucesso as oportunidades apresentadas na nova era da mobilidade sustentável".

Os governos francês e italiano saudaram o anúncio, mas Paris insistiu na necessidade de o grupo cumprir com a promessa de "criação de uma fileira industrial de baterias eléctricas” e Roma destacou “o impacto em termos de desenvolvimento, de investimento e de empregos”.

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