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França

França: 22° dia de greve contra a reforma do sistema de pensões

26 de Dezembro é o 22° dia de greve nos transportes públicos parisienses e caminhos de ferro, em protesto contra a reforma do sistema de pensões em França
26 de Dezembro é o 22° dia de greve nos transportes públicos parisienses e caminhos de ferro, em protesto contra a reforma do sistema de pensões em França REUTERS/Charles Platiau

A França entrou esta quinta-feira na 4ª semana de greve nos transportes, com novos protestos marcados para este sábado e uma greve geral a 9 de Janeiro, contra o projecto de reforma das pensões que o governo promete levar a cabo.

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O movimento de contestação começou a 5 de Dezembro em protesto contra o sistema universal de pensões por pontos adquiridos, com uma idade dita de equilíbrio aos 64 anos, que o Presidente Emmanuel Macron pretende impor, em detrimento dos 42 regimes especiais vigentes até agora em França.

Neste 22° dia de greves, que esta quinta-feira (26/12) atingiu a duração registada em 1995 durante a presidência de Jacques Chirac, também contra uma anunciada reforma do sistema de pensões na função pública, o Presidente Emmanuel Macron promete não ceder, contrariamente a Chirac que recuou.

Mesmo se o número de grevistas diminuiu, os sindicatos continuam mobilisados, os transportes públicos praticamente paralisados na região parisiense, bem como a rede ferroviária SNCF, que regista avultadas perdas nesta quadra natalícia e de férias escolares, movimentos acrescidos de refinarias bloqueadas, ameaçando penúria de combustíveis.

Apesar de algumas cedências quanto a alguns regimes especiais de reformas, caso dos polícias por exemplo, tanto o Presidente Emmanuel Macron como o governo insistem na necessidade de um sistema universal, mais equitável para todas as categorias profissionais.

França: 22° dia de greve nos transportes

Com eleições autárquicas em Março, a oposição e os sindicatos denunciam uma "estratégia de empodrecimento" destinada a ganhar tempo, acusam o executivo de "amadorismo e provocação" e de deixar a crise prolongar-se, esperando que a opinião pública se revolte e assim vencer o braço de ferro.

Para este sábado (28/12) está convocada uma nova manifestação a nível nacional, e dia 9 de Janeiro uma greve geral em todo o país, dois dias depois da reunião entre o governo e os sindicatos, para uma nova tentativa de saída de crise, sendo que o projecto-lei de reforma dos sistema de pensões será apresentado em Conselho de Ministros no dia 22 de Janeiro.

Entretanto quatro sindicatos de hospedeiras, stewards e pilotos suspenderam a greve convocada para 3 de Janeiro, após terem recebido garantias do governo quanto à manutenção da sua caixa autónoma de reforma complementar.

Estes quatro sindicatos fazem parte do colectivo SOS Reformas, que reúne diferentes profissões liberais com regimes autónomos (caso dos advogados, pessoal paramédico, enfermeiros, etc) que mantém o apelo à greve a partir de 3 de Janeiro.

Em solidariedade com os grevistas, sindicatos e apoiantes do movimento de contestação anunciam angariações recordes de fundos.

É neste contexto que é aguardada com grande expectativa a mensagem de Ano Novo que Emmanuel Macron vai proferir dia 31 de Dezembro, mas já há quem diga que esta greve vai ultrapassar o recorde de 28 dias de greve na SNCF entre finais de 1986 e início de 1987, também sem tréguas natalícias e também para defender os seus salários e condições de trabalho.

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