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Líbia

Conferência internacional em Berlim tenta respostas ao conflito na Líbia

Conferência internacional de Berlim sobre a paz na Líbia
Conferência internacional de Berlim sobre a paz na Líbia © REUTERS/Christian Mang
Texto por: João Matos
4 min

Dirigentes dos principais países envolvidos no conflito na Líbia reuniram-se hoje em Berlim no quadro duma conferência internacional para tentar encontrar a paz para aquele país africano dilacerado por uma guerra civil. Ancara e a ONU apoiam o governolíbio ao passo que Moscovo apoia o chefe rebelde Haftar.

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Esta conferência sob a égide da ONU reuniu 11 dirigentes estrangeiros, nomeadamente, o presidente russo, a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente russo, Vladimir Putin, o presidente francês, Emmanuel Macron, o Presidente turco, Erdogan ou o primeiro ministro britânico, Boris Johnson e o próprio secretário-geral das nações unidas, António Guterres.

Para além do fim das ingerências estrangeiras na Líbia mergulhada numa sangrenta guerra civil, a conferência de Berlim, lançará um apelo ao fim das hostilidades e ao respeito do embargo de exportações de armas, decretado em 2011 pela ONU.

O chefe da diplomacia americana, a representar os Estados Unidos, Mike Pompeo, julgou "necessário o fim de todas as intervenções estrangeiras" na Líbia.

Já para Boris Johnson, vive-se na Líbia uma guerra por procuração que tem de um lado a Rússia e o Egipto e do outro, a Turquia e outros países.

Ancara apoia governo e Moscovo o chefe rebelde Haftar

Ancara apoia Fayez al-Sarraj, chefe do governo da unidade nacional reconhecido pela  ONU, ao passo que Khalifa Haftar, homem forte do leste líbio, é apoiado por Moscovo, Egipto, Arábia saudita ou Emirados árabes unidos.

Ontem o marechal Haftar, que controla a maior parte da Líbia, enviou uma mensagem como medida de pressão à conferência de Berlim, ao bloquear os principais terminais de petróleo do leste do território líbio.

Enfim a ONU espera que a conferência de Berlim reforce o cessar fogo que entrou em vigor por iniciativa da Rússia e Turquia, actores centrais neste conflito na Líbia, donde ficaram eclipsados os europeus.

Conferência de Berlim sobre a paz na Líbia

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