Racismo da extrema direita volta a matar na Alemanha

Primeiras páginas dos jornais franceses 20 de fevereiro de 2020
Primeiras páginas dos jornais franceses 20 de fevereiro de 2020 RFI

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por temas relacionados com pensões de reforma e debate e sobre a religião islâmica em França ou ainda o racismo na Alemanha. Alemanha em estado de choque após atentado racista, titula, LEMONDE. Dois tiroteios levados a cabo ontem contra bares onde se fuma o shisha de cultura árabe e atribuídos a um criminoso de extrema direita provocaram pelo menos 9 mortos em Hanau.   

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A secção antiterrorista alemã abriu um inquérito e realça elementos de apoio duma motivação xenófoba. Segundo a comunicação social alemã Tobias R que foi morto pela polícia deixou uma longa carta e um vídeo proclamando o seu ódio de estrangeiros.

O país acordou sob choque e várias são as reacções políticas. A chanceler alemã, Merkel denunciou um crime horrível. Acusado de falta de acção frente à ameaça da extrema direita o governo acabava de adoptar uma lei contra o ódio na Internet, acrescenta LE MONDE. 

Ainda no internacional, o mesmo vespertino destaca igualmente os Estados Unidos e Michael Bloomberg que agudiza as rivalidades dos democratas após o debate de ontem noite para as primárias presidenciais.

O bilionário que participou no seu primeiro debate, faz parte do trio que lidera as primarias, ao lado de Bernie Sanders e Joe Biden, foi no entanto criticado no debate pelo seu passado republicano e pelo seu comportamento misógino tratando as mulheres de vacas gordas ou lésbicas de rosto de cavalo, sublinha LE MONDE.

Mudando de assunto, pensões de reforma o debate abafado, titula, L’HUMANITÉ. Supresses de emendas, número de oradores limitado, o macronismo recorre a todos os estratagemas para impor a lei.

Os deputados hostis à reforma das pensões multiplicam apelos ao cumprimento do regimento e interrupções dos trabalhos, protestando contra uma maioria que não quer debater e bloqueia todas as emendas, nota, L’HUMANITÉ.

Enfim, sobre o continente africano, LE FIGARO, titula, o presidente argelino quer ir longe na moralização do país. Abdelmadjid Tebboune afirma num exclusivo a este jornal que quer uma mudança radical para romper com as más praticas, moralizar a vida política e mudar o modo de governação.

Saúda ainda a vontade de apaziguamento de Macron em relação à Argélia mas alerta para qualquer tentativa de ingerência da França no seu país, acrescenta, LE FIGARO.

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