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França/Covid-19

Covid-19: primeiro teste virológico de saliva francês comercializado em Junho

Coronavirus Sars-Cov-2 responsável pela pandemia de Covid-19
Coronavirus Sars-Cov-2 responsável pela pandemia de Covid-19 Reuters
Texto por: Isabel Pinto Machado com AFP
2 min

O primeiro teste virológico de saliva - EasyCov - para rastreio de pacientes de Covid-19 desenvolvido em Montpellier, por um consórcio de empresas e investigadores franceses, será comercializado a partir de junho, depois de obtida a devida certificação.

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O teste rápido de diagnóstico da Covid-19 através da saliva "EasyCov" é fiável, fácil de realizar e os resultados são conhecidos em menos de uma hora, pelo que permite um rastreio rápido e massivo das populações e além disso, necessita de poucos reagentes.

De acordo com o consórcio que reúne a equipa de biotecnologia da Skillcell, (filial da Alcen) o laboratório do CNRS Sys2Diag (aliança entre o CNRS e Alcediag/Alcen) a empresa digital Vogo e o hospital universitário de Montpellier, os testes “EasyCov”, efectuados em 180 pacientes desde 11 de abril, podem acelerar a confirmação de casos positivos e negativos do vírus pandémico Sars-CoV-2 nao necessitando da intervenção de um laboratório.

Apenas é necessária a colheita de um milímetro de saliva na língua do individuo testado, mas essa colheita deve ser feita por pessoal médico, em seguida basta colocar a amostra num tubo disponibilizado, aquecê-lo com reagentes a 65° centígrados durante 30 minutos e o resultado é obtido em menos de uma hora.

Se der amarelo, é positivo; se o resultado for laranja é negativo.

Franck Molina, o investigador do CNRS e director do laboratório Sys2Diag considera este teste “um passo decisivo” e sublinha o empenho de uma equipa que juntou "entidades privadas e públicas”.

Este investigador destaca o papel das equipas francesas na liderança da investigação científica, aponta estes testes como “uma força disruptiva no combate à Covid-19”.

Um estudo da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, indicava já em abril que os testes de Covid-19 por amostras de saliva, eram mais eficazes do que a colheita nasal, obtida através da inserção de uma cotonete na nasofaringe, que pode expor os trabalhadores de saúde que a praticam a infecções e riscos de contaminação.

Já no início deste maio, a Autoridade Americana de Segurança Alimentar e do Medicamento tinha dado "luz verde" aos testes de saliva, que os próprios doentes podiam colher em casa, mas o processo para obter o resultado era bastante demorado, sendo que o teste tinha de ser enviado para um laboratório que confirmava o resultado.

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