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França

Aeroporto parisiense de Orly voltou a abrir com voo para o Porto

Bombeiros saúdam o Boeing 737-800 da Transavia cvom destino ao Porto no Aeroporto de Orly, a sul de Paris, a 26 de Junho de 2020 marcando a reabertura do empreendimento.
Bombeiros saúdam o Boeing 737-800 da Transavia cvom destino ao Porto no Aeroporto de Orly, a sul de Paris, a 26 de Junho de 2020 marcando a reabertura do empreendimento. © AFP - ERIC PIERMONT
Texto por: Miguel Martins
7 min

Foi com um voo da companhia aérea Transavia com destino ao Porto, em Portugal, às 6h25 que o Aeroporto parisiense de Orly, o segundo da capital francesa, reabriu nesta sexta-feira, 26 de Junho. O recinto estava encerrado aos voos civis desde 31 de Março devido à pandemia de Covid-19.

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O decréscimo brutal dos voos tinha levado ao encerramento do Aeroporto de Orly a 31 de Março e também o principal aeroporto parisiense, Roissy Charles de Gaulle, viu vários dos seus terminais encerrados.

A retoma dos voos a 15 de Junho no seio do espaço Schengen, como preconizado pela Comissão europeia, permitiu a retoma das operações no Aeroporto de Orly, em vésperas do arranque das férias de verão.

O Aeroporto de Orly e o seu Terminal 3 reabriram a 26 de Junho de 2020.
O Aeroporto de Orly e o seu Terminal 3 reabriram a 26 de Junho de 2020. © rfi/Miguel Martins

A retoma será gradual: nesta sexta-feira apenas serão efectuados 74 voos, 10% do habitual (cerca de 600 a 650 diários em período normal) e apenas um dos três terminais, o Terminal 3, estará operacional movimentando cerca de 8 000 passageiros, contra 90 000 habitualmente.

Na próxima semana devem ser já 173, no Outono a cifra deve situar-se em 50 a 65% do tráfego habitual.

Os destinos dos voos são em França, caso da Córsega ou de territórios ultramarinos, ou nomeadamente no espaço Schengen, caso dos países do Sul da Europa, como Portugal.

Aeroporto de Orly reabriu a 26 de Junho de 2020.
Aeroporto de Orly reabriu a 26 de Junho de 2020. © rfi/Miguel Martins

A abertura a 1 de Julho das fronteiras externas da União Europeia deveria permitir a retoma de voos rumo ao norte de África ou à África ocidental.

As normas de segurança foram reforçadas na aerogare e um quarto das lojas ainda se mantêm encerradas.

As máscaras e o gel de desinfecção, a sinalização para o distanciamento físico passam a fazer parte do novo figurino do Aeroporto de Orly.

E isto já que a Covid-19 continua activa, inclusive na Europa, onde na Alemanha ou em Portugal se voltaram a adoptar medidas de restrição para combater a propagação da pandemia, ainda sem vacina à vista.

Aeroporto de Orly no dia da sua reabertura a 26 de Junho de 2020.
Aeroporto de Orly no dia da sua reabertura a 26 de Junho de 2020. © rfi/Miguel Martins

O dia acabou por ser marcado pela interrupção a meio da manhã das operações devido à invasão do recinto pelo movimento ecologista "Extinction Rebellion" (Extinção Rebelião) que impediram algumas descolagens de aviões.

O movimento pedia a suspensão dos voos internos alegando razões de segurança, a empresa ADP (Aéroports de Paris) reunindo os aeroportos de Paris anunciou a sua intenção em apresentar queixa perante o ocorrido.

O primeiro voo foi, pois, efectuado pela Transavia, filial low cost do grupo Air France rumo ao Porto às 6h25 com jactos de água dos bombeiros a saudarem a retoma das operações. Benjamin Bordet, responsável das medidas sanitárias da empresa, confirmou à rfi a satisfação do pessoal pela retoma esta manhã dos voos no Aeroporto de Orly.

A Transavia efectuava hoje 16 voos para 12 destinos com os aviões a circularem com 2/3 dos passageiros.

A companhia de baixo custo acredita que este verão conseguirá alcançar 80% do seu tráfego habitual.

Bordet realçou o facto de a retoma ocorrer com um voo rumo ao Porto, com 119 passageiros a bordo, num aparelho com capacidade para 189.

O Porto é um destino histórico da empresa desde 2007, sendo Portugal o maior mercado da companhia que voa entre a França (Paris mas também diversas cidades da provínciae as cidades lusas de Lisboa, Porto, Faro e Funchal.

A utilização de máscaras cirúrgicas a bordo pela tripulação e pelos passageiros é obrigatória a bordo.

Confira aqui a reportagem no terreno no Aeroporto de Orly com passageiros (Tamara e José) no dia da respectiva reabertura.

Aqui o sentimento oscilava entre receio de viajar e a necessidade imperativa de o fazer, no caso de Tamara, mas também de José, bloqueado em França desde o mês de Março e ansioso por voltar para Portugal.

Ambos foram, porém, obrigados a adiar para o dia seguinte a respectiva viagem para o Porto devido à avaria do avião em que deviam ter viajado.

Reabertura do aeroporto de Orly

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