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Eleições em França

França: Abstenção pode ameaçar 2a volta das autárquicas

Eleitores na segunda volta das eleições autárquicas, adiadas de três meses devido à propagação da Covid-19, na Câmara Municipal de Paris, 28 de Junho de 2020.
Eleitores na segunda volta das eleições autárquicas, adiadas de três meses devido à propagação da Covid-19, na Câmara Municipal de Paris, 28 de Junho de 2020. REUTERS - JOEL SAGET
Texto por: Lígia ANJOS
2 min

16,5 milhões de eleitores voltam este domingo às urnas, três meses depois da primeira volta e em plena crise sanitária para escolherem os novos executivos municipais.

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Na primeira volta das eleições municipais, antes do confinamento, a abstenção atingiu níveis históricos de 55,34%, e pode ultrapassar na segunda volta, que se realiza este domingo, os 60% devido aos receios provocados pela covid-19.

A sondagem da pelo Ifop aponta que 62% dos franceses inquiridos, mais de seis em cada dez pessoas, não vão votar este domingo, na segunda volta das eleições municipais em mais de 5.000 localidades.

A pandemia é o principal motivo apresentado pelos eleitores para não se deslocarem às urnas, embora tanto as autoridades nacionais como as autoridades locais assegurem que votar não aumenta o risco de contágio.

O uso de máscara e a caneta própria são obrigatórias para todos os os eleitores que decidam ir votar.

Para a segunda volta ficaram as maiores cidades, onde as clivagens políticas se têm vindo a acentuar nos últimos anos, reflexo da política nacional.

Em Paris onde a actual autarca socialista, Anne Hidalgo, conseguiu quase 30% dos votos, seguindo Rachida Dati, candidata do partido Os Republicanos, com 22% e Agnes Buzyn, antiga ministra da Saúde e que encabeça a lista d'A República em Marcha com 17%.

Apenas os candidatos com mais de 10% dos votos na primeira volta passaram à segunda volta, apenas nas localidades onde ninguém conseguiu mais de 50% dos votos. A polarização da política  francesa pode representar uma escolha entre três ou quatro candidatos diferentes.

Os candidatos com mais de 10% passaram à segunda volta, os Verdes parisienses conseguiam um lugar no boletim de voto deste domingo, mas preferiram juntar-se a Anne Hidalgo. Assim, numa coligação PS/Verdes, a autarca de ascendência espanhola deverá manter-se na liderança da capital por mais seis anos.

Este domingo, são chamados às urnas 16,5 milhões de eleitores, o que representa  39% dos inscritos nos cadernos eleitorais no país, para escolherem os novos executivos municipais em Paris, Marselha, Lyon e Bordéus.

A primeira volta decorreu a 15 de Março e a segunda volta teve que ser adiada devido à pandemia de Covid-19 e pelos meses de confinamento obrigatório.

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