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França/Eleições

Autárquicas: Abstenção pode atingir 60% em França

Segunda volta das eleições autárquicas em Paris, 28 de Junho.
Segunda volta das eleições autárquicas em Paris, 28 de Junho. REUTERS/Christian Hartmann
Texto por: Lígia ANJOS
2 min

O principal desafio desta segunda volta das eleições autárquicas é o de mobilizar as pessoas que não foram votar a15 de Março, na primeira volta.

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A pandemia é o principal motivo apresentado pelos eleitores para não se deslocarem às urnas, embora as autoridades assegurem que votar não aumenta o risco de contágio.

Desde as 8h00 da manhã formaram-se filas de espera à porta das assembleias de voto, que acolhiam apenas três eleitores para garantir uma distância obrigatória de pelo menos um metro entre cada pessoa.

"Foi rápido, como da primeira vez. Há vidros de protecção entre as pessoas, acho que isso não existia na primeira volta. O cartão de eleitor não é carimbado, a não ser que seja pedido", explica a eleitora do décimo bairro parisiense.

"As condições sanitárias podem desmotivar algumas pessoas, mas estava tudo mais organizado se compararmos com a primeira volta. Atravessei Paris para vir votar porque é importante e o Covid não é desculpa para não exercer o direito de voto", defende um jovem eleitor que atravessou a cidade para votar.

A segunda volta fica marcada por várias mudanças atípicas num acto eleitoral aqui em França; como o uso de máscara e caneta pessoal, bem como a higienização das mãos e o cartão de eleitor sem o habitual carimbo depois do voto.

Reportagem em Paris na segunda volta das eleições autárquicas

Pelas 17h00, a França registava uma taxa de participação de 36,67%. Eleitor do décimo bairro de Paris, residente em Paris há mais de dez anos, o cidadão francês  acredita que os eleitores se vão mobilizar até até às vinte horas, "esta manhã estava um diz cinzento, mas agora está bom tempo e pode ser que as pessoas venham votar", explicou.

A crise sanitária não impediu esta eleitora de exercer o direito de cidadania. "Não sei por que motivo teríamos medo de vir votar. Há imensa gente na rua, as pessoas estão nas esplanadas e há pessoas no metro e autocarro por isso não vejo qual é o problema se deslocar até aqui", explicou.

Os principais partidos da oposição, enfraquecidos a nível nacional nas últimas eleições, voltaram a ganhar voz na primeira volta das autárquicas.

No entanto, o escrutino anuncia-se mais complicado para o partido de Emmanuel Macron. A República Em Marcha, criado em 2016, tem sido alvo de críticas quanto à gestão da crise sanitária, não conseguiu conquistar a maioria dos eleitores a 15 de Março. Este escrutínio representa um desafio para o Presidente francês.

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