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Artes

Louvre: “O que é preciso é não usar máscaras nos olhos”

Áudio 13:59
Pirâmide do Museu do Louvre. Paris. 2 de Julho de 2020.
Pirâmide do Museu do Louvre. Paris. 2 de Julho de 2020. © Carina Branco/RFI
Por: Carina Branco
31 min

O Museu do Louvre reabriu, esta segunda-feira, após quase quatro meses de portas fechadas devido à pandemia de covid-19. João Pinharanda, conselheiro cultural da Embaixada de Portugal em França e comissário da Temporada Cruzada entre Portugal e França que também foi adiada para 2022, explica que a exposição dedicada à arte portuguesa no Louvre se vai manter apesar de ter de se esperar um pouco mais. A reabertura do Louvre é um símbolo do “regresso à normalidade” e “o que é preciso é não usar máscaras nos olhos”.

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Reservas online, marcas para distanciar os visitantes e circuitos aconselhados para evitar as concentrações de pessoas são algumas das medidas implementadas pelo Museu do Louvre no âmbito da crise sanitária. Uma crise que custou, até agora, uma perda de 40 milhões de euros e que vai continuar a pesar já que 75% dos visitantes são estrangeiros e as viagens ainda são reduzidas.

João Pinharanda é o conselheiro cultural da Embaixada de Portugal em França e comissário da temporada cruzada entre Portugal e França que foi adiada para 2022 devido ao novo coronavírus. Em conversa com a RFI, considerou que a reabertura do Louvre é um símbolo do “regresso à normalidade” em tempos de pandemia, avisou que “o que é preciso é não usar máscaras nos olhos” e que o único medo que se deve sentir deve ser suscitado pela força das obras e não pela ameaça do novo coronavírus. O historiador de arte também sublinhou que esta é uma oportunidade para repensar a sobrevivência dos museus face à pressão económica e à própria pressão do turismo. Para ouvir neste programa CONVIDADO.

João Pinharanda sobre reabertura do Louvre

Reabertura do Museu do Louvre

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