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Emmanuel Macron

Emmanuel Macron: A França estará pronta no caso de uma nova onda epidémica

O Presidente da República respondeu esta terça-feira às perguntas de Léa Salamé e Gilles Bouleau na televisão privada TF1 e pública France 2.
O Presidente da República respondeu esta terça-feira às perguntas de Léa Salamé e Gilles Bouleau na televisão privada TF1 e pública France 2. DENIS CHARLET / AFP
Texto por: Lígia ANJOS
4 min

O Presidente da República respondeu esta terça-feira às perguntas de Léa Salamé e de Gilles Bouleau na televisão privada TF1 e pública France 2, nesta que é primeira entrevista televisiva desde 25 de Abril de 2019.

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Emmanuel Macron começou por explicar por que motivo aceitou esta entrevista. “A França foi profundamente abalada e traumatizada e penso que este 14 de Julho tinha um peso particular que justifica esta conversa”, justificou.

O balanço do mandato de três anos de Emmanuel Macron fica marcado pelas manifestações dos Coletes Amarelos, das reformas das pensões e pelas greves de transportes. Movimentos sociais justificados pelo facto de a França ser“um país que tem as manifestações na sua história, nas suas tripas. Talvez tenha deixado transparecer uma coisa que não sou, mas que as pessoas começaram a detestar, este presidente que quer reformar tudo para que apenas os melhores possam conseguir, mas este jogo de percalços com, por vezes, frases retomadas fora de contexto", descreveu.

Nesta entrevista, Emmanuel Macron apresentou as grandes linhas para o “novo caminho” que quer seguir até ao final do mandato, em 2022. Além da situação sanitária, com o receio de uma segunda vaga da epidemia, o chefe de Estado francês deverá apresentar a retoma económica prometida para Setembro.

Emmanuel Macron reconheceu não ter conseguido ser o Presidente que tenha conseguido reconciliar os franceses. “Não consegui, isso significa que vou parar de lutar, de tentar convencer e de levar este projecto avante? Não, admitiu.

Quanto à crise de confiança dos franceses, o chefe de Estado lembra que a França “viveu uma crise social com os coletes amarelos. A indignação dos franceses foi justificada pelo excesso de trabalho e pelos pedidos de aumento do poder de compra."

O Presidente francês lembrou ainda que se comprometeu na política "para tornar a França mais forte e mais independente", argumentando fazê-lo "para que cada um encontre o seu caminho, o seu destino e para que exista um caminho mais justo para todos”.

Levei a cabo desde o início do meu quinquénio com os governos de Édouard Philippe, as reformas por considerar que este era o pacto ao qual me tinha comprometido com os franceses. Modernizar o país, acelerar os mercados de trabalho, conduzir reformas na SNCF (Sociedade Nacional de Caminhos de Ferro Franceses), aplicar reformas das pensões, mas também apostar na educação para educar melhor as nossas crianças, em particular nas famílias mais modestas”, explicou.

Quanto à nomeação do ministro do Interior, Gérald Darmanin, acusado de agressão, gerou uma onda de contestação por parte de associações feministas. O chefe de Estado disse “respeitar as indignações de causas justas, entre elas, a causa feministas", garantindo partilhar a luta. "Durante este mandato lutei contra as violências contra as mulheres, pela igualdade entre mulheres e homens. Aliás, demos vários passos importantes, nomeadamente, ao votar leis importantes para reconhecer novos delitos”, concluiu.

Emmanuel Macron deseja aplicar o uso de máscara de forma obrigatória nos espaços públicos fechados a partir de dia 1 de Agosto. Pediu aos jovens para serem mais vigilantes; “quando olhamos para a taxa de mortalidade, são as pessoas idosas que morrem”.

O chefe de Estado afirmou ainda que “a França estará pronta no caso de uma nova onda de Covid-19. Já conhecemos o nosso consumo de máscaras, de ventiladores, de medicação e já temos fornecimentos garantidos”.

Emmanuel Macron lembrou que o país tomou “a medida mais radical: confinamento obrigatório, mas foi também uma medida que carregou inúmeras consequências, entre as quais maiores desigualdades sociais e, por isso, não quero ser obrigado a tomar esta decisão novamente. Estamos a tentar fazer tudo para evitar uma segunda vaga. Para isso é preciso testar massivamente”, garantiu.

O chefe de Estado anunciou ainda 300.000 contratos de inserção “com vista a acompanhar os estudantes que estejam a terminar formações e procurem o primeiro trabalho”.

O Presidente da República exprimiu-se esta terça-feira, na véspera do discurso político do primeiro-ministro, Jean Castex, perante a Assembleia nacional.

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