França

Insegurança cristaliza atenções em França

Ministro do Interior francês, Géerald Darmanin, em discurso sobre a ameaça terrorista no país a 31 de Agosto de 2020.
Ministro do Interior francês, Géerald Darmanin, em discurso sobre a ameaça terrorista no país a 31 de Agosto de 2020. REUTERS - POOL

A suposta insegurança que se viveria em França continua a animar os debates da rentrée política. Marine Le Pen, líder da União nacional, partido de extrema direita, criticou neste domingo o governo. O ministro do interior, Gérard Darmanin, afirmou, por seu lado, que ela pecaria por falta de seriedade  e que estaria a dar provas de irresponsabilidade por aliás nunca ter votado nenhuma medida em prol do reforço da segurança dos franceses.

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Em declarações à rádio RMC e à televisão BFM TV Gérald Darmanin reagia a Marine Le Pen que neste domingo, em Fréjus, sul de França, denunciou "a bárbarie que se instala" no país.

A filha do antigo líder da então Frente Nacional, Jean-Marie Le Pen alegou ser mais legítima do que o partido Os Republicanos "Les Républicains" nesta frente, já que este outro partido de direita tem denunciado, também, a suposta insegurança que se teria instalado em França.

Marie Le Pen aposta nas denúncias que faz da insegurança e do mau momento vivido pela economia para se projectar rumo às eleições presidenciais agendadas para dentro de 21 meses. Ela que nas derradeiras chegou à segunda volta que acabaria por perder perante o actual chefe de Estado, Emmanuel Macron.

Gérald Darmanin, ministro oriundo da direita neste governo de Emmanuel Macron, ao reagir hoje às declarações de Marine Le Pen denuncia a sua suposta irresponsabilidade.

Eis a tradução de um excerto das suas declarações.

"A senhora Le Pen não é séria. Ela é a irresponsabilidade encarnada em mulher.

Concretamente o que é que ela fez ?

Embora seja deputada francesa ela não votou a lei de Gérard Collomb defendida pelo presidente da república contra o terrorismo.

A senhora Le Pen também não votou a lei sobre finanças que eu apresentei a pedido do chefe de Estado para se aumentar em 10 000 o número de polícias e guardas que vieram reforçar as esquadras. Ela não o votou por ser pela política do pior.

A senhora Le Pen também não desejou votar em favor de todo o trabalho que fizemos contra a imigração clandestina e o abuso da lei de asilo.

Não o votou.

Quando era deputada europeia ela votou precisamente contra todos os textos que deveriam ajudar a reforçar a segurança dos europeus e dos franceses.

Porque a senhora Le Pen tem uma pequena e média empresa que consiste simplesmente em fazer discursos, falar e poder esperar os problemas continuem.

Ora o trabalho dos republicanos é dizer "não" a esta farsa !"

Gérald Darmanin, ministro francês do Interior

 

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