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França: Emmanuel Macron quer pôr termo ao islamismo radical

Áudio 11:34
Presidente francês Emmanuel Macron quer pôr termo ao "separarismo islamita radical" em França, anunciou a 2 de Outubro de 2020 em discurso proferido em Les Mureaux, nos arredores de Paris.
Presidente francês Emmanuel Macron quer pôr termo ao "separarismo islamita radical" em França, anunciou a 2 de Outubro de 2020 em discurso proferido em Les Mureaux, nos arredores de Paris. REUTERS/Ludovic Marin/Pool

O Presidente Emmanuel Macron proferiu esta sexta-feira, 2 de Outubro, um discurso sobre o combate ao "separatismo islamita" e aprresentou as linhas mestras do projecto de lei contra os separatismos, que será analisado a 9 de Dezembro em Conselho de Ministros.Raphael Lucas, professor catedrático da Universidade de Bordéus, considera que as medidas mais relevantes são as relativas à escolaridade domiciliar, que a partir de 2021 se limitará a "imperativos de saúde" bem como a lei para melhor controlar as associações islâmicas, mas no respeito e reconhecimento da cultura árabe.

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O discurso proferido esta sexta-feira, 2 de Outubro pelo Presidente Emmaniel Macron sobre os separatismos, era o mais aguardado do seu quinquénio, que termina em 2022 no qual ele destacou entre outros que a "laicidade é o cimento da França".

Emmanuel Macron apresentou as linhas mestras do futuro projecto de lei contra os separatismos, que será analisado a 9 de dezembro em conselho de ministros e que visa "atacar o separatismo islâmico", que segundo ele, significa a "construção de uma contra sociedade ou de uma ordem paralela".

Macron admitiu que com a "guetização dos bairros, com populações concentradas segundo as suas origens, exclusão social, falta de mixidade e de mobilidade económica, nós construímos o nosso próprio separatismo", mas defende nquerer fugir à amálgama de estigmatizar todos os muçulmanos de França.

Sobre a escolaridade, obrigatória em França a partir dos três anos, o Presidente francês anunciou que a partir de 2021, a "escolarização domiciliar será limitada a imperativos de saùde", dado que actualmente cerca de 50 000 crianças escapam ao controlo do Estado, frequentando escolas clandestinas ou famílias controladas por movimentos islâmicos, bem como o reforço do ensino da língua árabe no ensino público.

Outra medida anunciada foi "libertar o Islão em França das influências estrangeiras", dado que anualmente são enviados mais de 300 muçulmanos, para a Turquia, Marrocos e Argélia, onde recebem formação para se tornarem imãs, Macron propõe o fim progressivo em quatro anos destas formações e quer que o Conselho Francês do Culto Muçulmano passe a certificar os imãs.

Outras medidas anunciadas foram um maior controlo sobre o financiamento aos locais de culto muçulmano e a atribuição de subvenções às associaçaões muçulmanas que ficarão sujeitas à assinatura de uma carta de laicidade.

Para comentar estas medidas ouvimos Raphael Lucas, professor catedrático da Universidade de Bordéus, no sudoeste da França.

 

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