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Confinamento

França entra em confinamento, "economia não pode parar, nem desabar"

França voltou a confinar esta sexta-feira.
França voltou a confinar esta sexta-feira. AP/Laurent Cipriani
Texto por: Lígia ANJOS
4 min

A França voltou a confinar esta sexta-feira para lutar contra a propagação da Covid-19. "A economia não pode parar, nem desabar", afirmou Emmanuel Macron.

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O chefe de Estado garantiu que os sectores económicos não iriam parar como aconteceu na primavera.

"Não existe nenhuma economia próspera perante uma situação sanitária marcada pela aceleração rápida deste vírus", reconheceu o Presidente francês, consciente de que grande parte dos sectores serão afectados e sairão mais fragilizados com estas novas restrições sanitárias.

Os sectores da cultura, as organizações de eventos e os espectáculos vivos, muito afectados pelo primeiro confinamento e pelo recolher obrigatório, "não terão outra escolha que deixar cair o pano até dia 1 de Dezembro", anunciou o primeiro-ministro francês.

Em resposta, o delegado-geral do sindicato das livrarias francesas, Guillaume Husson, lembrou que a actividade da Amazon continuará activa, pedindo ao chefe de Estado que autorize a abertura das livrarias, justificando que as próximas semanas, que antecedem as festas de final de ano, serão cruciais para as livrarias.

Modalidades do novo confinamento

Como aconteceu em Março e Abril, a partir desta sexta-feira é necessário autorização para sair de casa, num perímetro de um quilómetro e durante uma hora por dia.

A ministra do trabalho, Elisabeth Borne, declarou que "o teletrabalho não é uma opção, é uma obrigação".

Para apoiar a economia, nas próximas semanas ou meses, o Estado vai ajudar empresas com 15 mil milhões de euros por mês, durante o tempo do confinamento, anunciou o ministro da economia Bruno Le Maire. Dos 15 mil milhões, 6 mil milhões vão ser aplicados no fundo de solidariedade para as empresas com menos de 50 trabalhadores.

Nas escolas, o uso de máscaras passa a ser obrigatório para as crianças a partir dos 6 anos, anunciou Jean Castex no Parlamento. 

"A partir de segunda-feira, com o regresso às aulas, o protocolo sanitário vai ser adaptado e reforçado nas escolas para garantir a protecção de todas as crianças, dos professores, dos pais dos alunos", afirmou Jean Castex,  ao anunciar as propostas do Conselho de Saúde Pública. 

O primeiro-ministro francês afirmou ainda que o governo "tinha antecipado" a segunda fase da Covid-19, mas que "nenhum país previu uma aceleração tão rápida e brutal".

"Nunca deixei de apelar à vigilância", insistiu Jean Castex. "Alguns apontam-nos o dedo e alegam que deveríamos ter actuado de forma mais firme.. que não fizemos o suficiente, mas na altura criticaram que estávamos a ser demasiado exigentes", defendeu.

Olivier Faure, líder do partido socialista, considerou que a França tinha "consciência da existência de uma segunda vaga" e "infelizmente esperámos e hoje encontramo-nos numa situação de confinamento que não é uma novidade feliz, mas à qual não podemos escapar".

A França vai viver um novo confinamento de pelo menos um mês, embora menos exigente que o confinamento da primavera; as escolas, fábricas e serviços públicos vão continuar abertos. 

Estas medidas pretendem travar a epidemia. A França registou 47.600 novas contaminações, 976 hospitalizações e 235 mortes esta quinta-feira, 29 de Outubro.

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