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#França/Macron

Macron compreende "choque" dos muçulmanos mas isso "não justifica a violência"

Emmanuel Macron, Presidente francês. 29 de Outubro de 2020.
Emmanuel Macron, Presidente francês. 29 de Outubro de 2020. AFP - THIBAULT CAMUS
Texto por: RFI
4 min

O Presidente francês disse, este sábado, em entrevista ao canal televisivo Al Jazeera, que compreende que os muçulmanos possam ficar "chocados" com as caricaturas de Maomé, mas defendeu que elas não justificam a violência. Por outro lado, Emmanuel Macron denunciou “mentiras” e “manipulações” relativamente ao que afirmou sobre as caricaturas e a liberdade de expressão. 

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O Presidente francês disse, este sábado, que compreende que os muçulmanos possam ficar "chocados" com as caricaturas de Maomé, mas defendeu que elas não podem justificar a violência.

 Emmanuel Macron denunciou, ainda, que as declarações que fez sobre as caricaturas de Maomé foram “manipuladas”, incluindo por “dirigentes políticos e religiosos” que teriam dado a entender que “os desenhos são uma emanação do Governo francês contra o Islão”.

O chefe de Estado francês considerou que os protestos muçulmanos em vários países foram provocados por "mentiras" e por as  pessoas terem percebido que ele era a favor das caricaturas. Macron disse que é apenas a favor de que "se possa escrever, pensar e desenhar de forma livre em França".

As declarações foram feitas em entrevista ao canal de televisão Al Jazeera, transmitida  sábado.

Emmanuel Macron condenou o boicote aos produtos franceses e lamentou o “comportamento belicoso” do presidente turco “com os aliados da NATO”, dizendo querer que “as coisas se apazigúem”. Recep Tayyip Erdogan tinha dito que o homólogo francês deveria fazer “exames de saúde mental”.

O chefe de Estado francês afirmou que ele nunca aceitará o facto da violência e realçou que a França tem por dever, proteger as suas liberdades e direitos. Emmanuel Macron sublinhou, também, que as suas declarações sobre a luta contra os separatismos foram deformadas.

A  entrevista ocorre depois da decapitação do professor Samuel Paty, há duas semanas na região parisiense, por um islamita radical e num momento em que há manifestações anti-francesas em países maioritariamente muçulmanos do Médio-Oriente contra as caricaturas de Maomé publicadas pelo semanário Charlie Hebdo.

A longa entrevista acontece, ainda, três dias depois do assassínio de três pessoas na Basílica da Nossa Senhora da Assunção, em Nice.

 

Emmanuel Macron sobre caricaturas e "liberdades e direitos"

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