França

Covid-19: Castex detalha as modalidades do desconfinamento progressivo em França

O chefe do governo francês Jean Castex durante a sua conferência de imprensa nesta quinta-feira 26 de Novembro de 2020.
O chefe do governo francês Jean Castex durante a sua conferência de imprensa nesta quinta-feira 26 de Novembro de 2020. REUTERS - POOL

Dois dias depois de o Presidente francês anunciar um processo de desconfinamento em três fases já a partir do próximo sábado no âmbito da luta contra a pandemia de Covid-19, foi hoje a vez do primeiro-ministro Jean Castex detalhar as principais medidas a serem aplicadas nos próximos tempos.

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"Ainda é prematuro falar em desconfinamento", considerou o chefe do governo francês ao tecer advertências contra um eventual abrandamento dos esforços individuais na luta contra o coronavírus.

"A primeira fase que vai começar no sábado 28 de Novembro de manhã será uma fase de alívio do confinamento com a retomada de uma série de actividades", informou Jean Castex referindo-se nomeadamente à reabertura dos comércios de proximidade e das escolas de condução "no respeito dos protocolos sanitários". Durante este período, indicou ainda o chefe do governo francês, "as deslocações vão permanecer condicionadas e o atestado vai continuar a ser obrigatório para todas as saídas", sendo que a partir de sábado serão autorizadas as saídas para a prática desportiva ou passeios num raio de 20 quilómetros durante 3 horas.

"No dia 15 de Dezembro, inicia-se uma segunda fase com um sistema de recolher obrigatório a partir das 21 horas em todo o território que virá substituir o confinamento. O atestado será suprimido durante o dia mas vai permanecer obrigatório durante a noite", explicou Jean Castex. Ao mencionar que durante a noite de Natal e de Ano Novo, o recolher obrigatório iria ser excepcionalmente levantado, o governante vincou que "será imperativo limitar o número de convidados" durante os festejos de final de ano e que, neste sentido, iria enunciar "recomendações concretas" ainda antes dessa época.

"No dia 20 de Janeiro, se a época das festas de final de ano não se traduzir por um recrudescimento da epidemia, então poderemos encarar a possibilidade de levantar o recolher obrigatório e autorizar a retoma de actividades para os restaurantes, as aulas em regime presencial no ensino superior e o regresso a um funcionamento normal em todos os liceus" referiu o chefe do governo francês mencionando ainda que "durante todo este período, o teletrabalho vai continuar a ser a regra e deverá ser o mais massivo possível."

No tocante às consequências económicas e sociais da pandemia em França, o Primeiro-Ministro anunciou que vai ser desbloqueada ajuda aos trabalhadores precários, sazonais ou intermitentes "com 900 euros mensais garantidos" até Fevereiro de 2021 para aqueles que trabalharam mais de 60% do tempo em 2019, ou seja um universo de cerca de 400.000 beneficiários.

O dispositivo "Garantie Jeunes" que visa favorecer a formação e emprego dos jovens com idades compreendidas entre 16 e 25 anos que "não tenham emprego, nem estudos, nem formação" e "em situação de precariedade financeira" , vai ser reforçado segundo indicou Jean Castex, passando a beneficiar no próximo ano "pelo menos 200.000 jovens".

Relativamente aos sectores particularmente afectados pela crise, como o turismo, hotelaria, restauração e eventos, o chefe do governo indicou ainda que as empresas cujas receitas tenham diminuído de "pelo menos metade" poderão receber um apoio ascendendo a "de 15% a 20%" do valor da sua facturação em 2019.

Referindo-se, por outro lado, à campanha de vacinação, o governante indicou que as suas modalidades iriam ser detalhadas na próxima semana. Na passada terça-feira, lembre-se, o Presidente Macron tinha anunciado que o país poderia "começar a vacinação no final de Dezembro, início de Janeiro", começando pelos mais frágeis.

De acordo com os últimos dados disponibilizados pelas autoridades sanitárias francesas, nas últimas 24 horas, morreram 339 pessoas com covid-19, o total de óbitos elevando-se a mais de 50.000. De ontem para hoje, também se registaram um pouco mais de 13 mil infecções suplementares, contra cerca de 16 mil ontem.

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