Acesso ao principal conteúdo
França/Covid

França: autarcas defendem novo confinamento para enfrentar pandemia

Pessoal dos cuidados intensivos dos hospitais franceses, como aqui perto de Paris em Aulnay-sous-Bois, solicitados para fazer face ao afluxo de doentes de Covid-19.
Pessoal dos cuidados intensivos dos hospitais franceses, como aqui perto de Paris em Aulnay-sous-Bois, solicitados para fazer face ao afluxo de doentes de Covid-19. REUTERS/Gonzalo Fuentes
Texto por: Miguel Martins com AFP
5 min

A França que levantou o seu segundo confinamento há apenas duas semanas continua a registar uma média de 20 000 novos casos por dia de Covid-19, quatro vezes mais do que o patamar de menos de 5 000 casos diários definidos pelo governo para, por exemplo, reabrir salas de espectáculos ou ginásios. De tal forma que são vários os autarcas a defenderem, desde já, um terceiro confinamento, nacional ou local.

Publicidade

Um Conselho de defesa deve ter lugar nesta terça-feira em Paris acerca da situação da epidemia do novo coronavírus em França.

São vários os autarcas do Leste do país a pedir novo confinamento, local ou nacional.

É o caso de Arnaud Robinet, presidente da câmara de Reims, no Leste, este autarca dos republicanos, de direita, alega que é necessário agir desde agora para evitar o que chama de "ressaca" a 1 de Janeiro.

"Assistimos localmente a um aumento da taxa de contágios e da percentagem de casos positivos.

Há um aumento do número de internamentos e um ligeiro aumento de pessoas admitidas nos cuidados intensivos de Reims.

Aquilo que desejo é que possamos projectar-nos rumo a 2021.

Que possamos preparar o melhor possível e respeitar as perspectivas dadas para o próximo ano aos franceses e  no primeiro trimestre.

É melhor prevenir que remediar: para não sofrermos uma terceira vaga durante o mês de Janeiro.

 Há que antecipar: neste período de férias de Natal onde as crianças ainda não voltaram para a escola.

Os restaurantes e bares continuam encerrados. Seria melhor optar-se por um novo confinamento.

Por forma a não acordarmos a 1 de Janeiro com uma ressaca."

Arnaud Robinet, presidente da câmara municipal de Reims

Posição contrária tem o autarca de Nice, cidade onde a epidemia está também muito activa. Christian Estrosi alega que a população sofre já demasiado com as restrições em curso, ele exige, em contrapartida que a vacinação arranque logo na sua urbe.

A França, como os demais 26 países membros da União Europeia, está a vacinar desde este domingo, de forma faseada, os seus cidadãos.

Levantam-se desde já muitas críticas à suposta lentidão do processo que vai decorrer ao longo de muitos meses e que não deverá atingir o cidadão comum (fora dos grupos mais vulneráveis, idosos, técnicos de saúde) antes do verão.

E isto numa altura em que o vírus continua a circular de forma muito activa no país e por toda a Europa.

Nos últimos sete dias foram tornadas públicas em média 12 000 contaminações por dia, um número relativamente estável desde há várias semanas.

No que diz respeito às áreas mais afectadas, em relação à respectiva população, a província Grand Est (Grande Leste), mas também a vizinha Bourgogne-France Comté (Borgonha) ou o distrito dos Alpes marítimos (sudeste, região de Nice) são dos mais assolados pela pandemia.

Caso a situação da epidemia se agravasse o ministro da saúde Olivier Veran, no semanário dominical Journal du Dimanche de ontem tinha afirmado não excluir novas medidas.

A França esteve confinada entre Março e Maio, de forma radical. Um segundo confinamento, mais leve, vigorou entre 30 de Outubro e 14 de Dezembro, desde então vigora um cessar-fogo.

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI

Página não encontrada

O conteúdo ao qual pretende aceder não existe ou já não está disponível.