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França

França começa 2021 com novas medidas de restrição

Praça Massena, Nice.
Praça Massena, Nice. AFP - VALERY HACHE
3 min

15 distritos do país entram em recolhimento obrigatório às 18h a partir de amanhã e os espaços culturais não vão abrir a 7 de Janeiro como estava previsto

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O leste do país é o mais afectado pela forte circulação e propagação da Covid-19 e por isso “há decisões que se impõem”. A confirmação foi dada por Gabriel Attal, o porta-voz do Governo que avançou que 15 distritos franceses, do leste e sudeste, vão ficar sob recolher obrigatório a partir das 18 horas de amanhã, 2 de Janeiro.

O vírus continua a circular em França (…) de forma díspar entre territórios”, a lista dos distritos afectados será revista dentro de uma semana e caso “a situação se degrade em alguma região, o Governo adoptará medidas consequentes”, alertou Gabriel Attal esta sexta-feira, em entrevista ao canal de televisão TF1.

Desde 15 de Dezembro, data de fim do confinamento, que a totalidade do país está sujeita ao recolher obrigatório das 20h às 6h. Os distritos agora afectados por estes recolher obrigatório alargado são: Hautes-Alpes, Alpes-Maritimes, Ardennes, Doubs, Jura, Marne, Haute-Marne, Meurthe-et-Moselle, Meuse, Haute-Saône, Vosges, Territoire de Belfort, Moselle, Nièvre et Saône-et-Loire.

A Covid-19 já matou 64.632 pessoas em França desde o início da pandemia e perto de 20.000 novos casos foram registados nas últimas 24h. Um número ainda bem longe dos objectivo governamental de descer a 5.000 casos diários.

Nesse sentido, Gabriel Attal anunciou igualmente que os estabelecimentos culturais – teatros, cinemas, etc. – não vão reabrir a 7 de Janeiro como estava previsto.

Entretanto, o ministro da Saúde, Olivier Véran veio a público dizer que a campanha de vacinação vai “acelerar” no país, com a possibilidade dos profissionais de saúde com mais de 50 anos se vacinarem já a partir de segunda-feira e não a partir do fim de Janeiro, como tinha sido anteriormente avançado.

O executivo tem sido alvo de fortes críticas por parte de autarcas e médicos que denunciam a lentidão do processo de vacinação. Em resposta, no Twitter, Véran declarou que o Governo decidiu “acelerar a protecção dos públicos prioritários” e assegura que a França sabe “organizar uma vacinação em massa”. O ministro diz ainda que a “campanha de vacinação vai brevemente sem ampliada”.

A campanha organizada em três fases e iniciada no domingo, prevê a vacinação de um milhão de pessoas até ao fim de Fevereiro. Neste grupo constam os mais velhos e vulneráveis, além do pessoal de saúde.

A segunda fase terá início em Março com a vacinação de “todos os reformados com mais de 65 anos” e, posteriormente, a terceira fase que consiste na vacinação em massa da população.

 

 

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