França/Costa do Marfim

Prisão perpétua para autores de bombardeamento de Bouaké de 2004

Ministros franceses de Villepin, Barnier e Alliot-Marie (da esquerda para a direita) eram acusados de der deixado escapar os suspeitos do ataque de Bouaké em 2004.
Ministros franceses de Villepin, Barnier e Alliot-Marie (da esquerda para a direita) eram acusados de der deixado escapar os suspeitos do ataque de Bouaké em 2004. © AFP - Joel Saget, Thomas Samson, Patrick Kovari

A justiça francesa condenou hoje a prisão perpétua três estrangeiros, dois pilotos da força aérea marfinense e um mercenário bielorusso, pelo bombardeamento que em 2004 matou, nomeadamente, 9 soldados franceses e um civil americano em Bouaké, na Costa do Marfim.

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Em paradeiro desconhecido os 3 arguidos foram declarados culpados por um tribunal de Paris de assassínios e tentativas de assassínios por terem atacado soldados franceses membros de uma força de paz, de forma premeditada.

Nem a justiça marfinense nem a da Bielorússia responderam aos mandados de captura emitidos pela França.

No entanto a Costa do Marfim alega que um dos dois pilotos morreu em 2015 e que nenhum deles poderia ser indiciado devido à adopção de uma amnistia em 2007.

A 6 de Novembro de 2004 dois caças da aviação marfinense bombardearam um campo da força francesa de paz. 

Esta tentatava exercer um papel de tampão entre as tropas leais a Laurent Gbagbo, o presidente, e os rebeldes instalados no norte do país.

Foi o ataque mais mortífero sofrido pelo exército francês em mais de 20 anos, no mesmo dia Paris retaliou destruindo toda a aviação militar da Costa do Marfim.

Durante o julgamento foram denunciados uma série de erros da França, a começar pelo facto de Paris ter recusado recuperar oito suspeitos bielorussos, incluindo um dos autores do bombardeamento, Yuri Sushkin, presos no Togo dez dias depois.

Vários ministros franceses da altura foram intimados a depor durante o julgamento, feito à revelia dos acusados.

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