França/Terrorismo

Morte à facada numa esquadra de polícia perto de Paris

Agentes da polícía bloqueiam uma rua perto da esquadra de Rambouillet, subúbrios de Paris,a 23 de Abril de 2021.
Agentes da polícía bloqueiam uma rua perto da esquadra de Rambouillet, subúbrios de Paris,a 23 de Abril de 2021. Bertrand Guay AFP

Uma funcionária da polícia morreu hoje numa esquadra de Rambouillet, perto de Paris, apunhalada ao pescoço por um homem, entretanto abatido pelas autoridades. Estas não descartam que se possa tratar de um caso de terrorismo. O agressor gritou no local "Deus é grande" em árabe e acabou por ser neutralizado pela polícia.

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O autor da agressão, de nacionalidade tunisina, não teria antecedentes judiciais em França, e acabou por ser baleado pela polícia.

O primeiro-ministro, Jean Castex, deslocou-se a Rambouillet e denunciou um "gesto bárbaro e de uma covardia infinita contra uma heroína do dia-a-dia".

Enquanto isso o presidente Emmanuel Macron enfatizava o facto de que não cederia em nada perante o terrorismo islamita.

A justiça abriu uma investigação sob a tutela do departamento de luta contra o terrorismo.

A vítima tinha 49 anos e acabou por falecer tendo sido apunhalada por várias vezes, nomeadamente, no pescoço.

Ela deixa órfãos dois filhos de 18 e 13 anos.

Tratava-se de uma funcionária administrativa que se preparava para entrar na esquadra quando o agressor a esfaqueou.

De acordo com os primeiros elementos ele estava em situação irregular em 2009, mas tinha acabado por regularizar a sua situação.

Nesta mesma zona dos subúrbios de Paris, em Junho de 2016 um casal de funcionários da polícia tinha sido apunhalado até à morte na sua casa por um homem que reivindicava pertencer à organização Estado Islâmico.

E a 16 de Outubro passado um professor morreu esfaqueado por um jovem de 18 anos, oriundo da Chechénia.

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