Joséphine Baker/Panteão

Joséphine Baker: primeira mulher negra a caminho do Panteão francês

Joséphine Baker no cabaret Folies Bergères, em París, 1949.
Joséphine Baker no cabaret Folies Bergères, em París, 1949. - AFP/Archivos

A cantora, atriz e dançarina franco-americana, Joséphine Baker, que lutou na resistência francesa durante a segunda guerra mundial, vai tornar-se a primeira mulher negra a entrar no Panteão, em Paris.

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Os restos mortais de Joséphine Baker, uma figura também marcante da luta antirracista, vão ser trazidos para o Panteão, em Paris, no próximo dia 30 de Novembro. A notícia já foi confirmada pelo Palácio do Eliseu.

A data escolhida coincide com o dia do casamento de Joséphine Baker com Jean Lion, data em que obteve a nacionalidade francesa.

A família da cantora luta por esta introdução no panteão desde 2013 e conseguiu uma petição que reuniu cerca de 38 mil assinaturas.

A presidência francesa destaca que "cada momento da sua vida é uma epopeia francesa. Era uma lutadora".

A artista, que faleceu em 1975 em Paris, torna-se assim a primeira mulher negra e a sexta figura feminina a juntar-se às 80 figuras nacionais da história francesa presentes no panteão. A última entrada, em 2018, tinha sido Simone Veil, ex-ministra francesa, que sobreviveu ao Holocausto e lutou pelo direito ao aborto.

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