França/Relações internacionais

França convoca a Paris os seus embaixadores em Washington e Canberra

O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian afirmou  que perante as consequências do novo pacto militar entre os Estados Unidos, Austrália e o Reino Unido, o Presidente Emmanuel Macron decidiu chamar a Paris, no dia 17 de Setembro de 2021, os embaixadores de França em Washington e Canberra.
O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian afirmou que perante as consequências do novo pacto militar entre os Estados Unidos, Austrália e o Reino Unido, o Presidente Emmanuel Macron decidiu chamar a Paris, no dia 17 de Setembro de 2021, os embaixadores de França em Washington e Canberra. © LP/Jean-Baptiste Quentin

A França decidiu, na sexta-feira, chamar de volta os seus embaixadores nos Estados Unidos e na Austrália para significar o seu descontentamento, após a decisão do governo australiano de cancelar um contrato com a França para a venda de submarinos, em benefício dos norte-americanos.   

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A decisão da França de chamar de volta os seus embaixadores em Washington e Canberra é uma medida sem precedentes e revela o grau de descontentamento  do governo de Paris, em relação aos seus aliados norte-americanos e australianos.

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian, o Presidente Emmanuel Macron, decidiu convocar a Paris os embaixadores franceses nos  Estados Unidos e na  Austrália, na  sequência do cancelamento do contrato pelo governo de Canberra respeitante à construção de 12 submarinos pela França.

O chefe da diplomacia francesa acrescentou,que, a decisão foi tomada perante a excepcional gravidade dos comunicados efectuados no dia 15 de Setembro de 2021 pela  Austrália e os Estados Unidos.

Jean-Yves Le Drian  declarou que o abandono pelo governo de Canberra do projecto para a construção dos submarinos, que  a Austrália e a França preparavam  desde 2016, constitui um "comportamento  inaceitável "  entre  aliados e parceirors.

Le Drian  sublinhou que as consequências do novo pacto militar entre os Estados Unidos, a Austrália e o Reino Unido afecta o conceito que os franceses têm de aliança, se for tomada em consideração a importância que a região do Indo-Pacífico tem para a Europa.

O  embaixador da França, em Washington, Philippe Etienne, realçou também que  a sua chamada à Paris, está relacionada com a visão que a França tem em termos de aliança, assim como a importância, que geopoliticamente os europeus atribuem ao Indo-Pacífico.

A França possui no Indo-Pacífico os territórios ultramarinos de Nova Caledónia e da Polinésia francesa, que fazem dela o único país europeu a beneficiar de uma  presença estratégica e militar na citada região.    

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