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AF447

Terceira fase de buscas do AF447 termina neste domingo

Até o momento, os investigadores não conseguiram localizar as caixas-pretas do A330 da Air France.
Até o momento, os investigadores não conseguiram localizar as caixas-pretas do A330 da Air France. Reuters
Texto por: RFI
3 min

O clima é de pouco otimismo. Apesar dos recursos mobilizados para encontrar novos elementos que possam explicar o acidente do voo AF447, as caixas-pretas e a fuselagem do Airbus A330 continuam desaparecidos. O governo francês pede que as buscas continuem.

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O BEA, a agência francesa que analisa as causas do acidente com o voo 447 da Air France, divulgou um comunicado nesta sexta-feira, informando que, até domingo, toda a área de investigação prevista na terceira fase de buscas estará totalmente coberta. As caixas pretas, entretanto, continuam desaparecidas. O secretário dos transportes francês, Dominique Bussereau, pediu nesta sexta-feira à agência que dê continuidade às buscas. A decisão será anunciada no dia 4 de maio. A operação, que custou 10 milhões de euros, foi financiada pela Airbus e a companhia aérea francesa. Resta saber se as duas empresas estarão dispostas a investir novos recursos.

No total, o sonar terá vasculhado uma área de 2.800 quilômetros quadrados e outros três aparelhos submarinos terão feito quarenta mergulhos em uma zona de 3 mil quilômetros quadrados, na tentativa de encontrar a fuselagem e as caixas-pretas do Airbus A 330 da Air France que matou 228 pessoas ao cair no oceano Atlântico, no dia 31 de maio. Em março, quando a operação foi lançada, o diretor do BEA, Jean Paul Troadec, disse que havia 50% de chances das caixas pretas serem descobertas. Uma previsão excessivamente otimista.

A região vasculhada, situada num terreno acidentado, é seis vez menor do que a área investigada nas duas primeiras fases , e foi delimitada a partir da última posição da aeronave no momento da queda. Isso foi possível graças à análise do leme e de parte da carcaça do avião, encontrados nas buscas anteriores.

O navio norueguês Seabed Worker e o americano Anne Candies, utilizados na terceira fase de buscas, farão durante a próxima semana uma escala técnica em Recife. De acordo com uma reportagem publicada pelo jornal francês Le Figaro , se essa terceira etapa terminar como as duas primeiras, ou seja, sem novidades, os investigadores poderão lançar uma quarta fase. Mas uma fonte próxima da investigação, ouvida pelo jornal, considera muito difícil a Air France e a construtora do avião, a Airbus, injetarem mais recursos sem garantias convincentes que vale a pena realizar novas buscas.
 

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