Caso Bettencourt

Ministro do trabalho francês nega ter favorecido esposa

O ministro do Trabalho, Eric Woerth com sua esposa Florence Woerth.
O ministro do Trabalho, Eric Woerth com sua esposa Florence Woerth. Reuters

O ministro do Trabalho, Eric Woerth, negou mais uma vez nesta terça-feira ter intercedido para favorecer a contratação de sua esposa pela empresa que administra a fortuna da herdeira da L'Oréal, Liliane Bettencourt.  

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Florence Woerth, mulher do ministro, foi contratada em novembro de 2007 pela Clymene, a empresa encarregada de administrar a fortuna de Liliane Bettencourt. Patrice de Maistre, controlador da fortuna da herdeira da L'Oréal, disse à polícia que Woerth havia lhe pedido para se encontrar com a sua mulher antes da sua contratação pela Clymene. Nesta segunda-feira, investigadores franceses foram em busca de indícios da suposta intervenção de Woerth em um famoso escritório de headhunters (caçadores de talentos executivos) em Paris.

Em entrevista a uma radio parisiense, o ministro do trabalho francês declarou: “Nunca pedi para ninguém empregar minha mulher”. Ele também afirmou que não tem nenhuma intenção de pedir demissão de seu cargo e que espera ser ouvido o mais rapidamente possível pela brigada policial que investiga o caso.
Woerth é acusado pela ex-contadora de Bettencourt, Claire Thibout, de ter recebido 150.000 euros para campanha presidencial de Nicolas Sarkozy.

Novas investigações

A herdeira da L'Oréal também será interrogada pela polícia sobre as gravações clandestinas feitas por seu ex-modormo. As gravações mostravam conversas entre Betencourt e seus assessores, entre eles o gerente financeiro de sua fortuna, Patrice de Maistre. Segundo a promotoria, essa investigação é complexa porque envolve suspeitas de fraude fiscal e financiamento ilegal de campanha política. A data da convocação, porém, ainda não foi divulgada.

Um acionista da L'Oréal prestou queixa em Paris por abuso de bens sociais contra o fotógrafo François-Marie Banier, amigo de Liliane Bettencourt. Ele é acusado de ter beneficiado de um contrato privilegiado de 4 milhões de euros com a L'Oréal. François-Marie Banier já responde a um processo relacionado a Liliane Bettencourt. Ele é acusado pela filha da bilionária de ter abusado da fragilidade emocional de Liliane para conseguir dela doações no valor total de 1 bilhão de euros.

 

 

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