FRANça/TERRORISMO

França declara guerra contra terroristas da Al Qaeda no norte da África

O primeiro-ministro francês, François Fillon, disse que a França vai reforçar o combate contra os extremistas islâmicos da Al Qaeda que atuam na África.
O primeiro-ministro francês, François Fillon, disse que a França vai reforçar o combate contra os extremistas islâmicos da Al Qaeda que atuam na África. Reuters

Um dia após a confirmação do assassinato de um refém francês de 78 anos que tinha sido raptado em abril pela organização, o primeiro-ministro francês, François Fillon, prometeu hoje um "combate reforçado" ao terrorismo no Norte da África.    

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Sem dar detalhes, o premiê François Fillon anunciou um reforço no combate aos militantes da rede terrorista Al Qaeda que atuam no Sahel, uma imensa área semidesértica na fronteira entre quatro países - Máli, Níger, Mauritânia e Argélia. É uma resposta à morte do refém francês Michel Germaneau, sequestrado em abril pelo grupo Al Qaeda do Magrebe Islâmico (AQMI), que atua no norte da África.

"Estamos em guerra contra a Al Qaeda e damos apoio militar, há vários meses, especialmente para as forças do Exército da Mauritânia que combatem a Al Qaeda no Magrebe", afirmou o primeiro-ministro. Fillon disse que a França não pratica a vingança, mas tem acordos com os governos da região, sobretudo com os governos da Mauritânia e do Máli, para perseguir terrorristas e apresentá-los à justiça.

A França não possui uma presença militar constituída nesta região da África, mas apenas missões de cooperação. Especialistas consideram que há duas possibilidades de atuação. A primeira seria pontual, como as que desenvolvem as forças especiais. Outra opção seria envolver forças terrestres locais com o apoio da força aérea francesa.

Especialistas alertam que a luta contra os militantes da AQMI passa por uma cooperação entre os países do Sahel com o apoio da França. O governo francês adiantou que a colaboração de Paris se dá na forma de treinamento e preparação de oficiais do Exército e não com o envio de militares.

Questionado sobre os verdadeiros objetivos da operação conjunta realizada por França e Mauritânia, na semana passada, contra uma base da Al Qaeda no Sahel, Fillon respondeu que havia esperança de encontrar o refém francês no local. A ação terminou com seis combatentes mortos. Em represália, o grupo afirma ter executado o engenheiro Michel Germaneau detido desde abril. O governo francês desconfia que o refém, de 78 anos, cardíaco e privado de medicamentos há vários meses, já estaria morto antes da operação militar, já que considerou o ultimato estranho e sem abertura de negociação.

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