França/L'oréal

Justiça faz busca na casa da herdeira da L’oréal

Policiais em frente à casa da herdeira da L'oreal, Liliane Bettencourt.
Policiais em frente à casa da herdeira da L'oreal, Liliane Bettencourt. Reuters

Os policiais tentaram encontrar bilhetes com textos que deveriam ser decorados por Liliane Bettencourt, em reuniões importantes com políticos.

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A Justiça realizou nesta quarta-feira nova busca na residência da herdeira do grupo L'Oréal, Liliane Bettencourt, parte do processo que investiga diversas denúncias de abuso de confiança, fraude fiscal e tráfico de influência. Os policiais entraram nesta quarta-feira na residência de Liliane Bettencourt, em Neuilly-sur-Seine, na região parisiense, sem sua presença.

O objetivo, encontrar pedaços de papel com frases datilografadas. Segundo uma empregada da herdeira do grupo L'Oréal, os bilhetes foram escritos por Patrice de Maistre, gestor da fortuna de Bettencourt, e pelo fotógrafo François-Marie Banier, acusado de abuso de confiança. A milionária se disse chocada com a intervenção. Os policias forçaram as fechaduras de portas e cofres na casa.

Os textos deveriam ser decorados pela herdeira da L'Oreal, hoje com 87 anos, para serem ditos em reuniões importantes com políticos. A empregada da família afirma que um destes encontros foi com o presidente francês Nicolas Sarkozy e que Liliane Bettencourt teria repetido uma fala decorada dizendo que o ajudou durante sua campanha eleitoral.

Segundo a empregada, outros bilhetes eram deixados entre os pertences de Bettencourt com o objetivo de aterrorizá-la, insinuando que sua filha, Françoise Meyers, a colocaria sob tutela. As buscas na residência da herdeira da L'Oreal fazem parte das investigações sobre a queixa feita em 2008 pela filha de Liliane contra o fotógrafo François-Marie Banier por abuso de confiança. Em uma das gravações clandestinas apresentadas durante o inquérito, o nome do ministro do trabalho da França, Eric Woerth, veio à tona. Segundo o testemunho da contadora da milionária, Claire Thibout, ele teria recebido doações ilegais para a campanha presidencial de Nicolas Sarkozy em 2007.
 

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