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Davos/Fórum Econômico

Sarkozy adverte Brasil sobre alta dos preços de commodities

O presidente francês Nicolas Sarkozy durante seu discurso no Fórum de Davos, em 27 de janeiro de 2011.
O presidente francês Nicolas Sarkozy durante seu discurso no Fórum de Davos, em 27 de janeiro de 2011. Reuters/Vincent Kessler
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Em seu discurso para a elite financeira mundial, reunida no Fórum Econômico de Davos, o presidente francês Nicolas Sarkozy  alertou grandes países produtores agrícolas, como Índia e Brasil, sobre os riscos da alta dos preços das matérias primas. O líder francês voltou a defender uma maior regulamentação do sistema financeiro mundial e o futuro da moeda única europeia, o euro.

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Colaboração de Deborah Berlinck, enviada do jornal O Globo à Davos, especial para a RFI,

O presidente francês Nicolas Sarkozy defendeu nesta quinta-feira em Davos que o mundo passe a regulamentar o preço das commodities para evitar que populações sofram com a alta do preço dos alimentos. E fez um alerta, citando especificamente a Índia e o Brasil, que é um dos líderes mundiais de exportação de commodities.

"Eu disse ao Brasil e à Índia: cuidado, porque um aumento exponencial no preço das commodities pode ser seguido de uma queda exponencial no preço das commodities", disse Sarkozy.

Em outras palavras, o que o presidente francês quis dizer é o seguinte: o Brasil, como um dos maiores exportadores mundiais de commodities, pode estar ganhando agora com a alta dos preços. Mas quando a bolha estourar, vai perder também. O país, portanto, deveria ter também interesse em regulamentar o mercado.

Sarkozy anunciou esta semana que o combate à alta nos preços das commodities será uma das prioridades da presidência francesa do G20, o grupo que reúne as principais economias do Planeta, entre elas, a economia brasileira.

O Brasil é contra a regulamentação do preço das commodities. O argumento de Brasília é simples: quando os preços estão em baixa, ninguém fala em regulamentar preço. Sarkozy também fez uma defesa veemente do euro, dizendo que a moeda representa a própria identidade da Europa e que ninguém vai deixar que o euro seja destruído. "Não vamos renunciar jamais", disse o presidente francês.
 

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