França/Nuclear

França vai inspecionar suas 58 centrais nucleares

A usina nuclear francesa Fessenheim perto da cidade de Colmar no leste da França.
A usina nuclear francesa Fessenheim perto da cidade de Colmar no leste da França. Reuters

Depois da tragédia nuclear no Japão, o primeiro-ministro francês François Fillon anunciou que todos os reatores do país serão submetidos a um severo controle. Paris aconselha seus cidadãos a deixarem o território japonês. Avião com 185 pessoas desembarcaram nesta quarta-feira no aeroporto Roissy-Charles-De-Gaulle.

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A França tem o segundo parque nuclear do mundo, depois dos Estados Unidos, e o maior da Europa, com 58 centrais. As usinas são responsáveis por 80% do fornecimento de energia elétrica do país.

O primeiro-ministro François Fillon prometeu transparência nesta grande supervisão. "Nossas centrais são muito velhas? Podem resistir a terremotos? Teremos meios de resfriar os reatores em caso de acidente? ", perguntou o premiê durante sessão na Assembleia Nacional nesta terça-feira. Estas e outras perguntas serão respondidas pelos peritos franceses e transmitidas integralmente ao público.

A decisão de Fillon de passar o pente fino em todas as centrais foi aplaudida pela direita e também pela esquerda. O Partido Verde, porém, quer ir mais longe, e defende a ideia de um referendo sobre a questão.

O governo francês aconselhou seus cidadãos a partirem do Japão e a companhia aérea Air France baixou as tarifas dos voos de Tóquio para Paris, e outras cidades japonesas, para os franceses que quiserem partir.

Franceses de volta

O governo francês aconselhou seus cidadãos a partirem do Japão, por medida de precaução, e pediu à companhia aérea Air France para mobilizar aviões suplementares para que possam deixar o país. A empresa decidiu baixar as tarifas dos voos de Tóquio para Paris.

Cerca de 185 pessoas, a maioria franceses que viviam na região de Sendai, uma das cidades mais destruídas pelo terremoto e pelo tsunami, desembarcaram na manhã desta quarta-feira no aeroporto de Roissy-Charles-De-Gaulle. Eles voltaram no avião que, no domingo, levou uma equipe da segurança civil francesa para ajudar nas operações de socorro. Entre as pessoas, cerca de 80 crianças e dez mulheres grávidas.

O porta-voz do governo, Bernard Valero, declarou que não se trata de uma operação de repatriação, mas apenas de oferecer condições aos cidadãos que quiserem voltar para o país. Cerca de cinco mil franceses vivem em Tóquio e depois da crise, dois mil ainda continuam no país.

 

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