Líbia/ rebeldes

Em Paris, líderes rebeldes defendem Estado líbio democrático e laico

O filósofo francês Bernard Henri Levy trouxe os líderes insurgentes a Paris.
O filósofo francês Bernard Henri Levy trouxe os líderes insurgentes a Paris. Reuters

Dois líderes da insurreição líbia estão em Paris, fazendo contatos com intelectuais, entidades da sociedade civil e autoridades francesas. Membros do Conselho Nacional de Transição líbio (CNT), Ali Zeidan, da Liga dos Direitos Humanos e porta-voz do conselho, e Mansur Saif Al Nasr, opositor exilado nos Estados Unidos, se comprometem a instalar um Estado laico e democrático na Líbia, após a queda do ditador Muammar Kadafi.

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Em um encontro na noite de ontem com jornalistas, escritores e uma plateia de personalidades, na capital francesa, eles explicaram que o CNT é composto por 31 membros, mas apenas oito representantes foram identificados publicamente, já que muitos deles ainda vivem em zonas ocupadas pelas forças pró-Kadafi.

Os integrantes do CNT seriam, segundo os oposicionistas, em sua maioria advogados, professores e universitários, originários de todas as regiões da Líbia. Eles agradeceram o apoio da França aos insurgentes e pediram que a coalizão internacional continue com os bombardeios. "Nós temos os homens, só precisamos das armas para derrubar o regime", afirmaram os dois oposicionistas, que estão otimistas em relação à queda de Kadafi. "Se os bombardeios da coalizão continuarem enfraquecendo Kadafi, o regime pode cair em 10 dias", estimaram os dois insurgentes.

Quanto ao petróleo da Líbia, o porta-voz do Conselho Nacional de Transição disse que os contratos assinados serão respeitados e no futuro eles vão levar em conta os países que apoiaram a insurreição. Ele ainda aproveitou a ocasião para pedir mais ajuda dos países árabes.
Os dois líderes insurgentes foram convidados a Paris pelo intelectual francês Bernard Henri-Levy, uma das personalidades mais engajadas do país para derrubar o ditador líbio. Henri-Levy seria a quem convenceu o presidente Nicolas Sarkozy a reconhecer o CNT, em Benghazi, como “interlocutores legítimos” na Líbia.
 

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