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França/racismo

Sarkozy condena racismo em dia nacional da abolição da escravatura

O presidente francês Nicolas Sarkozy discursa no jardim do Luxemburgo.
O presidente francês Nicolas Sarkozy discursa no jardim do Luxemburgo. Reuters
Texto por: RFI
2 min

Em cerimônia realizada nesta terça-feira no Jardim de Luxemburgo, o presidente francês afirmou que a humanidade não pode esquecer a Shoah (Holocausto) nem a escravidão porque de ambas as situações foi tirada uma lição universal. Para Sarkozy, “a consciência humana se destrói quando consente que homens se transformem em animais domésticos ou mercadorias”. Ele pediu aos franceses que redobrem a vigilância no que se refere ao racismo.

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O dia 10 de maio é considerado na França como o dia nacional da abolição da escravatura. A data foi criada em 2006 pelo ex-presidente Jacques Chirac, antecessor de Sarkozy, que escolheu a data porque nesse dia, em 2001, o Senado francês adotou definitivamente a lei que considera a escravatura como um crime contra a humanidade.

A autora da lei, a deputada Christiane Taubira, da Guiana, estava presente na cerimônia do Jardim de Luxemburgo.

Em seu discurso, Nicolas Sarkozy descreveu o horror da escravidão imposta aos negros, milhões de homens, mulheres e crianças “acorrentados, batidos, deportados de um continente a outro e marcados a ferro”.

O presidente francês repetiu inúmeras vezes que essa situação durou séculos, acrescentando que assim como a humanidade não esquece a Shoah (Holocausto), não deveria esquecer também a escravatura, porque dos dois casos tirou-se uma lição universal. Para Sarkozy, “a consciência humana se destrói quando consente que homens se transformem em animais domésticos ou mercadorias”.

A escravatura foi abolida pela primeira vez na França durante a Revolução Francesa. Restabelecida por Napoleão, ela foi novamente abolida em 1848 pelo humanista Victor Schoelcher, a quem o presidente francês prestou homenagem.
 

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