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AF447

Dados das caixas-pretas do AF447 podem estar intactos, segundo BEA

Coletiva do BEA (Birô de Investigações e Análises), escritório francês que investiga a segurança na aviação civil
Coletiva do BEA (Birô de Investigações e Análises), escritório francês que investiga a segurança na aviação civil Reuters
Texto por: RFI
2 min

As caixas-pretas do voo AF447, que caiu na costa brasileira em 2009, foram apresentadas hoje à imprensa em Le Bourget, ao norte de Paris. Os módulos encontrados depois de 23 meses no fundo do oceano estavam dentro de contêiners transparentes com água desmineralizada, a fim de preservar as peças antes do início das análises técnicas.

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As duas caixas-pretas – com registros de dados técnicos do voo e com gravações do cockpit – serão analisadas pela BEA, a agência francesa encarregada das investigações do acidente. Os especialistas vão inspecionar as condições das caixas nesta tarde para determinar se o conteúdo pode ser analisado.

A leitura dos dados das caixas-pretas do voo AF447 deve levar pelo menos três dias, segundo a BEA. De acordo com Jean-Paul Troadec, diretor da agência, um relatório deverá estar pronto no início do ano que vem. O objetivo é encontrar as causas do acidente que matou todas as 228 pessoas a bordo do avião que fazia a rota Rio-Paris.

As amostras dos corpos resgatados serão encaminhadas a um laboratório privado francês e na quarta-feira devem ser divulgadas as conclusões dos testes para saber se será mesmo possível identificar as vítimas através de exames de DNA.

Segundo o procurador-adjunto do tribunal de justiça de Paris, Jean Quintard, que participou da coletiva, a justiça não é insensível ao pedido das famílias de que todos os corpos sejam resgatados, mas segundo ele, isso só será feito se houver a confirmação de que os corpos possam ser mesmo identificados senão seria inútil fazer esse trabalho, disse ele. De acordo com Quintard, restos mortais de cerca de 50 pessoas foram localizados junto com os destroços do avião em uma profundidade de quase 4 mil metros.

Até o momento, a tragédia continua sem solução. Investigações anteriores apontaram que defeitos das sondas de velocidade, as chamadas sondas Pitot, do fabricante francês Thales, eram uma das causas da tragédia. No entanto, os investigadores estimam que a falha das sondas – que podem se congelar em alta altitude – não é determinante como única causa do acidente.

 

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