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Dominique Strauss Kahn/escandâlo

Ex-diretor do FMI pode ser libertado nesta quinta sob fiança

Dominique Strauss-Kahn se demitiu do cargo de diretor-geral do FMI.
Dominique Strauss-Kahn se demitiu do cargo de diretor-geral do FMI. REUTERS/Shannon Stapleton
Texto por: RFI
3 min

O diretor-geral do FMI Dominique Strauss-Kahn pediu demissão do cargo na noite desta quarta-feira. Ele continua negando as acusações de tentativa de estupro. DSK, que está detido na prisão de Rikers Island em Nova York, pode ser libertado nesta quinta-feira sob fiança. Uma audiência estava marcada para sexta-feira, mas os advogados de defesa tentarão hoje um acordo com a Promotoria de Manhattan.

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Os advogados de Dominique Strauss-Kahn devem fazer um novo pedido de liberdade sob fiança. Além de 1 milhão de dólares, a defesa deve oferecer condições extremas para garantir a vigilância de Strauss-Kahn. Como por exemplo, ficar num quarto de hotel ou apartamento em Manhattan, com uma tornozeleira eletrônica e ter o passaporte apreendido. Nesta quarta-feira, o francês renunciou a seu direito de extradição. A emissora americana CNN afirmou que a defesa do francês deve fechar um acordo com a promotoria. A juíza Melissa Jackson, de Nova York, negou na segunda-feira a liberdade sob fiança, alegando que havia risco de fuga. O caso foi comparado ao do cineasta Roman Polanski.

Strauss-Kahn está na prisão de Rikers Island, numa cela individual, sem contato com outros presos e sob vigilância para evitar suicídio, afirmou a polícia. A camareira, que de acordo com a imprensa americana é uma guineense de 32 anos, chamada Nafissatou Diallo, testemunhou nesta quarta diante de um júri-popular e disse que foi violentada ao entrar para limpar a suíte do diretor do FMI. As câmeras do hotel registraram sua fuga.

A defesa vai alegar que houve sexo, porém com consentimento da mulher, o que o advogado da camareira já afirmou ser um grande absurdo. De acordo com informações da imprensa americana, ela só conheceu a identidade de Strauss-Kahn dois ou três dias depois do suposto crime. Nesta quarta-feira, uma nova informação veio à tona: um outro funcionário do hotel estava na suíte do ex-diretor geral do FMI pouco antes da chegada da camareira. A porta estaria entreaberta, e ela teria perguntado ao colega se podia limpar o quarto. Nenhum dos dois sabia que DSK estava no banheiro. O detalhe é importante porque, desta forma, será impossível saber o horário exato que ela entrou na suíte, já que as camareiras possuem uma carta magnética que fornecem este tipo de registro.

Nesta quarta-feira, em sua carta de demissão, Dominique Strauss-Kahn diz que "quer proteger a instituição e dedicar sua energia para provar sua inocência." Ele continua desmentindo todas as acusações, declara que diante das circunstâncias, é obrigado a deixar o FMI e que, neste momento, pensa principalmente na sua mulher, Anne Sinclair, seus filhos e sua família. Na França, antes mesmo da renúncia de DSK ser oficializada, a ministra da economia francesa Christine Lagarde foi apontada como uma de suas prováveis substitutas.
 

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