Strauss-Kahn/Escândalo

Francesa vai processar Strauss-Kahn por tentativa de estupro

Dominique Strauss-Kahn e sua mulher, Anne Sinclair, em Nova York.
Dominique Strauss-Kahn e sua mulher, Anne Sinclair, em Nova York. Reuters

Dominique Strauss-Kahn poderá ter que responder a uma nova acusação por crime sexual, desta vez na França. A jornalista e escritora Tristane Banon, de 32 anos, anunciou nesta segunda-feira que vai processar o ex-diretor do FMI por tentativa de estupro.

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O advogado da francesa, David Koubbi, informou que vai abrir o processo nesta terça-feira. "Minha cliente Tristane Banon apresentará uma queixa por tentativa de estupro contra Strauss-Kahn, que ocorreu em 2002. A prescrição neste caso seria em janeiro de 2013", afirmou.

Na época da suposta agressão, a francesa queria prestar queixa, mas desistiu a pedido de sua mãe, Anna Mansouret, figura atuante do partido social. Tristane Banon disse recentemente que se arrepende de não ter ido à Justiça antes. Ela não aceitou participar como testemunha do processo que corre nos Estados Unidos, no qual uma camareira do Hotel Sofitel de Nova York acusa Strauss-Kahn por crimes sexuais.

Os advogados do ex-diretor do FMI já se preparam para entrar com uma ação na Justiça contra Tristane Banon por denúncia caluniosa. "Os fatos que ela evoca são imaginários", diz um comunicado dos advogados.

Candidatura de Strauss-Kahn nas eleições presidenciais é pouco provável, diz PS

Mesmo que Dominique Strauss-Kahn seja inocentado no processo da Justiça americana, dificilmente ele vai participar da disputa interna do Partido Socialista (PS) que vai escolher seu candidato às eleições presidenciais francesas de 2012.

"No mundo em que vivemos, essa hipótese me parece pouco provável. Precisamos dar um tempo para que ele possa respirar e se recuperar. Quando alguém passa por uma dificuldade desta grandeza, provavelmente não pensa automaticamente nisso", disse o porta-voz do PS, Benoît Hamon, em uma entrevista coletiva de imprensa, nesta segunda-feira.

Ele acrescentou, porém, que uma porta sempre estará aberta:

"O prazo para as inscrições das candidaturas está mantido para o dia 13 de julho, mas se DSK decidir que quer participar, não vamos nos opor", afirmou o porta-voz.

O anúncio oficial do candidato do Partido Socialista sera em outubro. Entre os concorrentes estão a líder do PS, Martine Aubry, o primeiro-secretário do partido, François Hollande, e Ségolène Royal, que foi para o segundo turno das últimas eleições presidenciais.

Strauss-Kahn era um dos favoritos para assumir o posto do presidente Nicolas Sarkozy, mas suas intenções foram por água abaixo com as acusação de crimes sexuais. Na última sexta-feira, ele foi solto da prisão domiciliar depois que a credibilidade da camareira do Hotel Sofitel foi posta em questão.

Futuro político de Strauss-Kahn é tema de sondagem

O conselho dos advogados do ex-diretor do FMI é que ele não se pronuncie sobre suas intenções políticas antes do fim do processo na Justiça americana.

Uma nova pesquisa publicada na manhã desta segunda-feira aponta que 51% dos franceses acham que Strauss-Kahn não tem futuro na política. Outros 42% consideram que ele ainda pode retornar à política francesa. A sondagem, realizada pelo instituto Ipsos, mostra que, entre os eleitores do Partido Socialista, o índice aumenta para 57%.

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