França/Sarkozy

Sarkozy diz que Carla vai revelar o nome da filha

O casal presidencial francês, Nicolas Sarkozy e Carla Bruni-Sarkozy, que deu à luz uma menina nesta quarta-feira.
O casal presidencial francês, Nicolas Sarkozy e Carla Bruni-Sarkozy, que deu à luz uma menina nesta quarta-feira. REUTERS/Gerard Cerles/Pool/Files

Pela primeira vez, o presidente francês Nicolas Sarkozy falou sobre nascimento da filha: uma alegria indescritível, segundo ele, que politicamente enfrenta o desafio da crise econômica na Europa e uma das piores taxas de popularidade de um presidente francês em décadas. Todas as pesquisas apontam para uma vitória do partido Socialista em 2012.  

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Sarkozy é o primeiro presidente da chamada Quinta República que se divorciou, casou de novo, e teve um filho durante o mandato. De acordo com ele, sua mulher, a cantora Carla Bruni, e o bebê, passam bem. Ele que não quis revelar o nome da criança. "Vou deixar para mamãe o prazer de dizer", disse o presidente. A declaração foi dada durante uma visita a uma fábrica de reciclagem de lixo em Changé, no centro da França. Recebido em meio a exclamações de ‘bravo !’, ele recebeu diversos presentes dos funcionários, entre eles um babador, um livro para sua mulher e um pé de castanheira. Sarkozy agradeceu, dizendo que o gesto era de uma extrema gentileza, e delicadeza. "Eu e a Carla temos a sorte de sermos tão felizes. Todos os pais aqui podem entender nossa profunda alegria."

Até agora, o palácio do Eliseu não havia confirmado oficialmente o nascimento da criança, e desmentiu rumores de que um tweet havia circulado mais cedo na Internet. O presidente Nicolas Sarkozy fez uma visita relâmpago, na manhã dessa quinta-feira, à clínicaLa Muette, em Paris, onde Carla está internada. Ele chegou por volta das 8h40. Na noite desta quarta-feira, Sarkozy deixou às pressas a reunião sobre a crise na zona do euro, com a chanceler Angela Merkel, em Frankfurt, para visitar a esposa, entre 23h e 00h15.

De acordo com amigos da cantora, o bebê nasceu por volta das 19h, no horário local. Em uma entrevista recente, Carla Bruni afirmou que não divulgará fotos de sua filha, porque "essa decisão de aparecer publicamente cabe a um adulto." Segundo analistas, a exposição exagerada da vida privada de Nicolas Sarkozy custou caro ao presidente francês, desde divórcio de Cecilia Albeniz, em 2007, pouco depois de sua eleição, e do início de sua relação com a ex-manequim e cantora, Carla Bruni. As peripécias amorosas do presidente contribuíram muito para a queda de sua popularidade nas pesquisas de opinião, desde o final de 2007. O casal também foi alvo de diversos boatos sobre supostas traições.

As vésperas das eleições presidenciais, a estratégia adotada foi a da discrição. Há um ano, as fotos roubadas do casal passaram a ser raras. A própria Carla Bruni afirmou em entrevista que se arrependeu de ter exposto seu filho mais velho, Aurélien, de 10 anos, que teve com o filósofo francês, Raphael Enthoven, à mídia, e garantiu que desta vez vai fazer tudo para proteger a criança.

Em outros países, os políticos na mesma situação agiram de maneira diferente. Os primeiros-ministros, Tony Blair e David Cameron, por exemplo, optaram por mostrar seus filhos recém-nascidos à imprensa. Mas segundo especialistas, franceses e ingleses tem expectativas diferentes em relação à seus políticos. Os ingleses, que têm a monarquia, preferem que seus dirigentes ajam como humanos comuns. Na França, ao contrário, o papel da monarquia é exercido pelo chefe de estado, para o público. Ainda segundo analistas o caso DSK colocou um freio provisório na 'política do espetáculo' do atual governo francês.

 

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