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França/ eleições

Acordo “anti-Hollande” entre líderes europeus causa polêmica

O candidato socialista ao Palácio do Eliseu, François Hollande, chega à Nancy, na França.
O candidato socialista ao Palácio do Eliseu, François Hollande, chega à Nancy, na França. REUTERS/Jacky Naegelen
Texto por: RFI
2 min

A suposta existência de um acordo informal entre os líderes europeus para boicotarem o candidato socialista às eleições presidenciais francesas, François Hollande, provoca polêmica hoje no país. A revelação foi feita ontem no site da revista alemã Der Spiegel, publicada nesta segunda-feira.

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Conforme a reportagem, os governantes conservadores italiano, Mario Monti, britânico, David Cameron, espanhol, Mariano Rajoy, e alemã, Angela Merkel, firmaram um acordo verbal para não receberem Hollande durante a campanha na França. A razão seria a intenção de o candidato revisar o Pacto Orçamentário europeu, caso seja eleito. Desde que entrou em campanha, o socialista viajou à Alemanha, Itália e Reino Unido, mas não conseguiu se encontrar com os líderes destes países.

Nesta manhã, a primeira secretária do Partido Socialista francês, Martine Aubry, disse que a chanceler alemã havia indicado que “não desejava” se encontrar com o candidato, quando ele esteve em Berlim. Merkel e Cameron já apoiaram publicamente o atual presidente, Nicolas Sarkozy, na corrida pelo Palácio do Eliseu. O socialista é o favorito em todas as pesquisas de intenções de votos no pleito de abril e maio.

Depois de uma porta-voz do governo alemão ter desmentido a informação sobre o suposto boicote, ontem, nesta manhã foi a vez dos governos espanhol e italiano negarem o acordo. Na França, os aliados de Sarkozy aproveitam-se do momento para afinetar o adversário. O ministro das Finanças, François Baroin, disse que não poderia haver um boicote a Hollande porque ele é um “desconhecido” no cenário internacional. “Não imagino um eixo de chefes de Estado contra Hollande, que é, é preciso dizer, totalmente desconhecido na cena europeia e internacional”, afirmou Baroin.

Ainda mais irônico foi o primeiro-ministro, François Fillon. “François Hollande acha que é maior do que realmente é. A ideia de que todos os dirigentes europeus se telefonaram para falar dele é algo em que ninguém pode acreditar por nenhum instante”, disse.

Já Aubry declarou que “ninguém duvida que Nicolas Sarkozy é o candidato dos conservadores”, enquanto o próprio Hollande afirmou não dar “uma importância considerável” ao assunto. “É o povo francês quem decidirá sobre o seu próximo presidente.”
 

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